Eu tenho o meu próprio kit. E você?

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vitamina D

Ontem fui ao infecto com todos os exames para ele me explicasse direitinho como estão as enzimas do meu fígado e afins.

Os exames pedidos pelo meu médico foram:

  • Acido úrico
  • Alfa-Fetoproteína
  • Bilirrubinas
  • Hemograma Completo
  • Proteína Total e Frações
  • Transaminase Glutamico-Oxalacetica (TGO)
  • Transaminase Glutamico-Piruvica (TGP)
  • Hidroxi-Vitamina D
  • Gama Glutamil Transferase (Gama-GT)
O resultado de todos exames foi extremamente satisfatório, com exceção da Vitamina D (Hidroxi-Vitamina D), que acusou LIMÍTROFE.

O resultado foi de 20 ng/mL, e o valor de referência LIMITROFE é de 20 a 30 ng/mL.

Ele então me prescreveu um medicamento em gotas, para tomar todos dias pela manhã, em jejum.

A falta da vitamina D influencia nos portadores de hepatite, pois pode acelerar a progressão da fibrose e diminuir a possibilidade de cura da doença.

De acordo com informações publicadas na página da Agência de Noticias das Hepatites, a vitamina D é metabolizada pelo fígado e convertida em 1,25-diidroxi-vitamina D3, que é a forma ativa da vitamina. Indivíduos com doença hepática crônica podem apresentar níveis pobres de vitamina D3 no organismo. 

Deficiência ou insuficiência de vitamina D pode alterar o equilíbrio entre o cálcio extracelular e intracelular das células, o que pode interferir com a liberação de insulina, assim, a falta de cálcio ou vitamina D pode resultar em resistência periférica à insulina.

No site da Agência de Noticias das Hepatites informa que o  "World Journal of Gastroenterology" publicou a confirmação do efeito benéfico da inclusão da vitamina D no tratamento da hepatite C ao ser utilizada conjuntamente a utilização do interferon peguilado e ribavirina.

Para mais informações acesse Agência de Noticias das Hepatites

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pacientes em estado mais grave receberão remédios contra hepatite C

23/11/2012 - 05h02
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
Folha Equilíbrio e Saúde


A rede pública de saúde vai começar a distribuir os antivirais Boceprevir e Telaprevir, aprovados em 2011, para doentes com hepatite C em estágio mais avançado da doença. O Ministério da Saúde estima que cerca de 5.500 pessoas devam se encaixar nos critérios para começar a receber os remédios.

O hepatologista Raymundo Paraná, destaca, no entanto, que o SUS terá de se preparar para administrar os efeitos colaterais que serão apresentados por esses pacientes. Os problemas decorrentes do tratamento são especialmente graves nos doentes com cirrose hepática, mais sujeitos a infecções.

"Os especialistas em hepatologia são escassos e muitos médicos não têm expertise para lidar com pacientes com doença hepática avançada."

O infectologista Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, afirma que os antivirais vão começar a ser distribuídos nos centros que já têm estrutura e profissionais preparados para isso. Depois, a distribuição será ampliada.
No entanto, afirma Greco, espera-se que essa terapia tenha vida curta, porque os novos antivirais que dispensam interferon devem ser aprovados nos próximos anos.

Para ele, é importante que o Brasil participe dos estudos das novas drogas, para preparar os profissionais. A demora na aprovação dos testes, relatada pelos médicos, é sempre uma queixa, diz Greco. "Se os pedidos são feitos em tempo hábil, é possível conseguir aprovação."


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sem novidades

No último 21/06, dia do meu aniversário, foi minha consulta do CRT Santa Cruz.

Munida de todos os meus exames, fui mais uma vez em busca de novidades sobre o tratamento com as novas drogas.

O fato é que não há novidades. Tanto o Boceprevir como o Telaprevir ainda não foram liberados para distribuição no SUS, e que possivelmente esses medicamentos devam chegar até o final do ano. Tudo está nas mãos do governo.

Essa demora me preocupa, pois eu gostaria de muito de engravidar. A idade avança (fiz 40 anos), e tanto eu e meu marido desejamos muitos um bebê. 

Perguntamos ao médico sobre os riscos da gravidez e da probabilidade de se passar a doença para o bebê. Foi dito que há riscos, mas não há como medir, como também pode-se ou não passar a doença para o bebê. Ou seja, teríamos que arriscar!

Bom, essa é uma decisão que tomaremos juntos.

No dia 18/10 retorno em consulta no CRT Santa Cruz.

sábado, 2 de junho de 2012

Consulta no SUS

Após o término da greve do SUS, eu consegui finalmente ser atendida. Na última terça, 29/05 estive com o médico da unidade para saber minhas opções de tratamento da hepatite C.

Bom, pra começar, fiz uma trapalhada: com a vida louca que ando vivendo no trabalho, acabei esquecendo todos os meus exames realizados em casa.

E como foi o bate papo com o médico? Bom, foi o que eu imaginava. Que as opções são os inibidores de protease como o Telaprevir ou o Boceprevir, que essas drogas estarão disponíveis apenas para os pacientes com grau de fibrose F3 e F4, que a Anvisa já aprovou e entrada desses medicamentes e que em 180 dias deve estar disponível no SUS.

Uma das minhas preocupações era se o dano podia mudar de estágio. Ele me tranquilizou dizendo que para chegar no F4 levaria uns dez anos, isto é, sem fazer consumo de álcool, ter uma vida saudável, etc.

No próximo dia 21/06, quando terei outra consulta, é o meu aniversário, e eu espero nesse dia receber um presente. Um presente chamado boas notícias que me tragam a cura!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Campanha das hepatites - Maio de 2012



Veja o material que será distribuído em: http://www.hepato.com/campanha_2012.html 

Participe da Campanha 2012 de divulgação das hepatites no mês de maio. 

Pelo 10º ano consecutivo a sociedade civil organiza o movimento do mês de maio, originalmente chamado de Dia Internacional das Hepatites, realizado no dia 19, mas agora ampliado para toda a segunda quinzena do mês, passando a ser chamado de MAIO - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO NAS HEPATITES. 

 O mês de maio como MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO NAS HEPATITES já foi decretado como data oficial pelo governo dos Estados Unidos. Outros países estão no mesmo caminho. 

No dia 28 de julho será comemorado o Dia Mundial fixado pela OMS, mas como em julho os países de Europa e América do Norte estão no período de férias de verão fica difícil realizar grandes atividades, a repercussão é pequena, motivo pelo qual acharam por bem manter as tradicionais atividades de maio.

Podem organizar campanhas de divulgação, alerta e conscientização as associações de pacientes, postos de saúde, centros de testagem, hospitais, universidades, clubes, empresas e voluntários individuais. Os que estiverem interessados podem requisitar material impresso. Este ano dispomos de um folheto explicativo para hepatite B, outro para hepatite C, um banner e um cartaz alertando sobre a necessidade de na próxima consulta realizar os teste. O cartaz chama a atenção para a hepatite C, mas quem testa uma acaba fazendo testes das hepatites A, B e C. 

Fazer um cartaz misturando todas as hepatites confunde. Estamos decidindo em que mês será distribuído um cartaz alertando sobre a hepatite B. O material que será distribuído pode ser visto nos seguintes links: 

SUS em greve?

Recebi uma ligação do SUS na semana passada recomendando que antes de eu ir à consulta marcada no próximo dia 26/04, eu primeiramente checar se o SUS ainda estaria em greve.

Puxa vida, mais essa agora? Eu continuo sem opção, e essa consulta talvez possa me mostrar o caminho a  tomar...

De saúde estou relativamente bem. Os sintomas de irritabilidade passaram, mas o stress no trabalho ainda é grande. Meu cabelo continua caindo bastante (fui ao cabeleireiro na semana passada e ele notou que estou com muita queda. não falei nada pra ele sobre minha doença).

Caí em tentação nesse final de semana. Não resisti e na última sexta tomei uma cervejinha, e no domingo pedimos uma pizza, e tomei duas taças de vinho. Fiquei com um enorme peso na consciência e prometi pra mim mesma não colocar nada de álcool na boca!

Sinceramente confesso que é muito difícil abdicar dos prazeres da vida, e o vinho é um deles. Bebemos por prazer, mas sem exageros. Eu e meu marido adoramos vinho e temos alguns belos exemplares guardados. Ele acaba não tomando por solidariedade a mim. Ele está comigo e isso me conforta!

sábado, 14 de abril de 2012

Vou ter que esperar mais um pouco...

Imprevistos acontecem, até para se passar em uma consulta com o médico...

Bom, não deu certo meu atendimento no último dia 13/04. O médico do SUS teve um imprevisto e não pode me atender, então vou ter que esperar mais um pouco. 

Uma nova consulta foi reagendada para o dia 26/04.

Depois de duas terríveis semanas após interromper o tratamento, avalio que aquele choque inicial da bombástica notícia de que eu não respondi ao tratamento já passou. Me sinto anestesiada e por incrível que pareça eu nem penso tanto na doença. Por um lado, isso é bom, pois acredito que não ficar se atormentando faz bem para a cabeça, e consequentemente, para o corpo.

Mas não posso deixar de registrar que essas duas primeiras semanas foram muito difíceis para mim. Não sei explicar, mas tive umas reações muito estranhas, que preciso esclarecer logo com o meu médico para saber se é a falta dos remédios ou se foi pelo fato de eu ter começado com o anticoncepcional (estou usando em adesivo). Eu cheguei a pensar também se não era crise de abstinência pela falta da Ribavirina e do Interferon. Senti formigamento e moleza no corpo por quase 3 dias, indisposição total e muitas dores de cabeça. Agora já estou melhor.

Quanto aos outros efeitos, meu cabelos ainda caem muito. Toda vez que os lavo, se vão tufos e mais tufos de cabelos. E quando eu os penteio, lá se vão mais uns punhados. Eu também tenho tido sono agitado e insônia. Já faz tempo que não tenho um sono bom... 

Quanto ao atendimento e a espera do tratamento, eu continuo na expectativa. Todos os dias verifico na internet alguma novidade ou notícias sobre o novo tratamento. É até um pouco desanimador, porque nenhuma novidade é publicada...

domingo, 8 de abril de 2012

Quais minhas opções?

Já fez 4 dias que parei o tratamento. 

Tudo parece um vazio sem fim. Digo isso porque não há perspectivas, prazos e respostas de quando iniciarei um novo tratamento.

Hoje eu não tenho opções. Quer dizer, essas opções até existem, mas ainda não estão ao meu alcance. Essas opções são as novas drogas, o Telaprevir ou o Boceprevir.

Na próxima sexta 13, retornarei ao SUS para passar com um dos médicos para ouvir o que eu quero ouvir: tratamento para a cura.

Tenho avidamente buscado informações diariamente sobre a distribuição dessas novas drogas, mas pouco conteúdo tenho encontrado.

Enquanto isso, minha busca incessante pela cura irá continuar. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sou um "não respondedor"

Hoje foi um dia de muito ansiedade, pois estava louca pra chegar a hora da consulta ao infectologista. Foram 12 semanas de tratamento com o Pegasys e a Ribavirina.

Munida dos exames, cheia de esperanças e de uma resposta positiva, tive infelizmente uma resposta que me deixou muito triste: não respondi ao tratamento. 

Foram 3 meses de muitas expectativas, mas, a Carga Viral não reduziu o suficiente para a continuidade do tratamento. O médico fez as contas e chegou-se a 1,32, sendo que o aceitável é 2,0.

Os resultados:

  • Hepatite C (HCV) - carga viral: 26.457 UI/mL - 4,42 UI em log/mL
  • Transaminase Pirúvica: 28 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 25 U/L

Se comparado ao 1º exame, tive uma redução significativa em todos os valores de referência, mas não o suficiente para continuar com o tratamento.Disse que eu deveria parar com o tratamento, pois não adiantaria continuar. Até porque, o próprio SUS numa auditoria pediria meus exames para comprovar a eficácia do meu tratamento e o suspenderia.

Minhas opções, disse o médico, tratar com o Boceprevir ou o Telaprevir. Esses dois medicamentos ainda não são distribuídos pelo SUS. A ANVISA já os aprovou, e em breve, com previsão ainda para este ano, disse o médico, será distribuído.

Eu deveria começar o tratamento novamente, por 11 meses, com a Ribavirina, o Pegasys, o Boceprevir ou o Telaprevir.

Minhas perguntas foram desde se poderia piorar e ter cirrose (meu grau de fibrose é F3), da demora dos remédios, de quando esses remédios estariam disponíveis, etc.

Disse para eu manter a calma que eu conseguiria, que não era motivo para desespero e que as minhas Transaminases estavam bem controladas. Recomendou que eu fosse ao SUS para conversar com o médico responsável para saber minhas opções e até mesmo saber sobre chegada dessas novas drogas. O médico ressaltou que há uma pressão muito grande por parte dos hepatologistas e infectologista na liberação desses medicamentos. Disse também que há outras opções para conseguir o tratamento com o Boceprevir ou o Telaprevir: entrar na justiça. Eu espero não precisar fazer isso.

Por fim, aproveitei a consulta para tomar a 3ª e ultima dose da vacina para as Hepatites A e B. 

Bom, amanhã inicio uma nova luta em busca da cura. Não desistirei!







terça-feira, 3 de abril de 2012

PCR Quantitativo para Hepatite C e etc.

Acordei cedinho hoje e antes do trabalho fui coletar sangue para os exames:

  • Creatinina
  • Glicose
  • Hemograma
  • PCR Quantitativo para Hepatite C
  • Transaminase Pirúvica - TGP (ALT)
  • Transaminase Oxalacética - TGO (AST)
  • TSH Ultra Sensível 
Na próxima quarta 4, retorno ao infectologista para levar o resultado dos exames. 

Confesso que estou ansiosa, pois o resultado do PCR decidirá a continuidade do tratamento com a Ribavirina e o Pegasys.

Estou muito otimista e esperançosa por um resultado positivo.

Nessa consulta tomarei a 3ª e última dose da vacina para as hepatites A e B. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Décima primeira semana 20 a 26/03/12

Foi uma semana difícil: hotel lotado, provas pra fechar o penúltimo trimestre da pós-graduação, dor de cabeça e nas costas. A queda de cabelos persiste. Como tenho uma vasta cabeleira, não acredito que tenha que tomar uma medida mais drástica. Espero que não.

Está quase chegando o dia de repetir os exames para verificar a eficácia do tratamento. Na sexta 27/03 tomarei a 20ª injeção do Pegasys, e na segunda, 02/04 pela manhã farei os exames.

Estou ansiosa!

Por fim, não vejo de chegar o feriado da semana santa pra descansar.

Décima semana: 16 a 22/03/2012

Semana não muito diferente da anterior.

Continuo percebendo queda de cabelos. O médico já tinha me orientado a evitar tratamentos químicos (tintura e afins), pois a queda era um dos efeitos colaterais.

Já perdi 3 kilos desde que iniciei o tratamento. Não estou fazendo nenhuma dieta especial, apenas cortei o refrigerante (agora só tomo de vez em quando e somente aos finais de semana).

Procuro levar uma vida saudável e não cometo exageros.

Antes do início do tratamento eu corria junto com meu marido. Estava iniciando e evoluindo no tempo, mas quando iniciei o tratamento, dei uma pausa para ver como seriam os efeitos do tratamento. 
Como médico me liberou recentemente, não retomei ainda com as atividades, porque chego tão cansada do trabalho que não tenho disposição pra nada. Isso sem falar que estou sempre com dores de cabeça. Mas eu quero voltar!

Nona semana: 09 a 15/03/2012

Definitivamente o Brasil começa a acordar após o Carnaval.

Eu gerencio um hotel na cidade de São Paulo e já sentimos o país começar a trabalhar. Feiras, congressos, eventos... Dificilmente encontra-se um quarto num hotel na capital. 

Hotelaria é o que sei fazer e onde amo estar. Mas confesso que tem sido cada dia mais difícil suportar o stress. As vezes penso se são os efeitos dos remédios que estão mexendo com minha tolerância e causando uma irritabilidade sem tamanho.

Uma das coisas que venho aprendendo é prestar atenção no meu comportamento. Procuro registrar os efeitos, meu estado de espírito, as sensações, as reações, etc. Muitas dessas sensações eu venho compartilhando aqui, nesse diário.

A dor de cabeça não apareceu nessa semana, mas, em compensação, tenho tido muita moleza no corpo pela manhã. Não dá vontade de levantar da cama de jeito nenhum! 

Meu apetite por dormir vem cada vez mais diminuindo. Sono leve, acordo com por qualquer coisa. Acordar as 10:00/11:00 aos finais de semana? Acabou!

Oitava Semana: 01 a 08/03/2012

Por causa de uma viagem de trabalho, tive que antecipar em 1 dia a injeção. Antes, consultei meu médico que recomendou seguir com regularidade o tratamento e sempre tomar o Interferon no mesmo dia e horário e que 1 dia apenas não teria maiores problemas.

Estou em dúvida se sou ou não afortunada, afinal, não tenho sentido tanto os efeitos do remédios. Mas, ao mesmo tempo, também me preocupa, pois se não sinto os efeitos, é porque os remédios não estão fazendo efeito... 

Bom, são dúvidas da minha cabeça, que prefiro tirar logo mais com o médico. 

Não adianta eu imaginar coisas que não existem! Cada organismo tem uma reação e o médico e os enfermeiros do SUS já me disseram que cada paciente reage diferente. Os sintomas podem vir  no início, no meio, no final do tratamento ou até não vir.  

Essa foi mais uma daquelas semana de stress total motivado pelo trabalho (de novo!). É, eu preciso relaxar mais...

Tive dores de cabeça muito fortes no sábado e no domingo. Tomei alguns comprimidos de paracetamol e  fiquei melhor.
A minha irritabilidade tem me deixado insuportável, a ponto de explodir. São os sintomas da TPM pra somar.
Comecei a perceber queda de cabelo. Quando lago os cabelos, costumo desembaraça-los com um pente no chuveiro. Nunca vi sair tantas mechas. Não está normal. Vou começar a notar melhor.



domingo, 25 de março de 2012

Resultado dos Exames

No dia 29/02 fui com meu marido ao infectologista para que ele explicasse os exames.

Eis os resultados:

  • Glicose: 84mg/dl
  • Creatinina: 0,78mg/dl
  • Ferro: 170 ug/dl
  • Transaminase Pirúvica: 37 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 29 U/L
  • Hemograma com Contagem de Plaquetas: tudo ok
  • Hormônio Tireoestimulante: 1,43 uUI/mL
  • Vitamina D: 34,0 ng/mL
  • Hepatite C (HCV) Carga Viral: 62.403 UI/mL - 4,80 UI em log/mL  
Ele explicou que estava tudo Ok, com exceto o da Carga Viral que ainda não havia reduzido significantemente. Explicou ainda que eu deveria repeti-los na 12ª semana do tratamento. A continuidade ou não do tratamento dependerá da redução do "log/mL". 

Ele deixou bem claro que se caso não haja redução para 2 log, eu me enquadraria nos pacientes "não-respondedores", que o tratamento deverá ser descontinuado e outra opção de tratamento deverá ser adotada.

Confesso que meu mundo caiu quando ouvi essa notícia. Claro que ainda havia algumas semanas de tratamento e que eu deveria torcer para que desse certo, afinal era mais uma chance.

A outra opção de tratamento, disse o médico, ainda não existe. As novas drogas como o  Boceprevir e o Telaprevir eram essas opções. Esses medicamentos já foram autorizados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são caros, mas ainda não estão sendo distribuídos gratuitamente pela rede pública. Ele ressaltou que há milhares de pacientes "não-respondedores" a espera desse tratamento.

O Boceprevir e o Telaprevir são inibidores de protease e impedem a replicação do vírus.



Exames e expectativas


No dia 24/02 fui coletar sangue para saber como anda tratamento. 

O médico pediu: 

Glicose, Creatinina, Ferro, Transaminase Pirúvica, Transaminase Oxalacética, Hemograma com Contagem de Plaquetas, Hormônio Tireoestimulante, Vitamina D e a Hepatite C (HCV) Carga Viral. 

Estou na expectativa de bons resultados .

Sétima semana: 24 a 29/02/2012

Tive fortes dores de cabeça neste final de semana.

As tensões do trabalho tem me deixado de pavio curto. Penso ser os efeitos dos remédios. A irritabilidade tem estado muito presente nesses últimos dias. Daí, junta a TPM e tudo parece ficar maior...

Sensibilidade a flor da pele: estou muito chorosa.



Sexta semana: 17 a 23/02/2012

Fui caminhar na terça 21. Caminhada leve, de 20 minutos.

Continuo muito estressada com o trabalho.

Tive insônia: acordei as 03:00 e não conseguia mais dormir. Liguei a TV, assisti um filme. Tive fortes câimbras nesta noite.

Dor de cabeça na sexta.

Quinta semana: 10 a 16/02/2012

Essa foi a semana que menos senti os efeitos dos remédios. Apenas uma leve dor nas costas e uma forte dor de cabeça na quarta 15, me incomodaram. 

O stress no trabalho persiste. 

Minhas aulas da pós graduação recomeçaram no dia 13/02.

Todos os dias eu penso: "preciso cuidar mais de mim", "preciso ir com mais calma"...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Novas drogas aumentam taxa de cura de pacientes com hepatite C - Saúde - Notícia - VEJA.com

Novas drogas aumentam taxa de cura de pacientes com hepatite C - Saúde - Notícia - VEJA.com
28/09/2011 - 14:34

As drogas boceprevir e telaprevir devem estar disponíveis no país até 2012.

Pacientes diagnosticados com hepatite C e que não respondem aos tratamentos atuais poderão ter uma nova esperança de cura com o lançamento de novas drogas conhecidas como antivirais de ação direta – o boceprevir e o telaprevir. Os novos medicamentos são inibidores de protease, que impedem a replicação do vírus e impossibilitam o progresso da doença. Segundo os resultados dos estudos finais, enquanto o tratamento convencional curava entre 40 e 45% dos pacientes, a combinação com os novos medicamentos cura entre 70 e 75%. Até agora, pacientes com hepatite C eram tratados com interferon, um quimioterápico que estimula o sistema imunológico, associado ao antiviral ribavirina. A partir do lançamento das novas drogas, o tratamento será feito com terapia tripla – os dois já existentes combinados com as novas drogas.

"Os medicamentos serão válidos tanto para os pacientes que nunca foram tratados como também para aqueles que já tomaram o remédio e não responderam ao tratamento. Do total das pessoas tratadas com os medicamentos atuais, 60% receberam remédio e não foram curados", diz Maria Lúcia Ferraz, infectologista e coordenadora da Casa da Hepatite da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Essas drogas são voltadas para o genótipo 1 da hepatite C – responsável por 70% dos casos da doença no país. Outro benefício da nova droga é a redução do tempo total de tratamento – atualmente, varia entre um ano e um ano e meio. Os novos remédios poderão ser utilizados por três meses e seis meses, no caso do telaprevir e boceprevir, respectivamente. Se apresentarem boa resposta ao medicamento, os pacientes não precisarão prolongar o tratamento.

Efeitos colaterais — Apesar de inovadoras e com resultados extremamente positivos no quesito cura e duração de tratamento, as novas drogas não reduzem os efeitos colaterais de quem faz o tratamento. Pelo contrário, o boceprevir potencializa a anemia nos pacientes tratados e o telaprevir adiciona problemas dermatológicos como o rash cutâneo, uma vermelhidão na pele que pode provocar coceiras.

"Os médicos vão ter que escolher entre os dois medicamentos e isso vai depender da praticidade do uso e também dos efeitos colaterais de acordo com a história de cada paciente", diz Fernando Gonçalez, coordenador do grupo de estudos das hepatites virais da Universidade Estadual de Campinas. Como os medicamentos são novos até mesmo no exterior, ainda não há muita experiência internacional para ser utilizada pelos médicos brasileiros, que discutem no Congresso Brasileiro de Hepatologia a interação das novas drogas com o uso de medicamentos para o colesterol e hipertensão, por exemplo.

O boceprevir foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em julho deste ano, mas ainda aguarda o processo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para estabelecer o preço que será comercializado. Já o telaprevir aguarda a aprovação da Anvisa, que está prevista para ocorrer até dezembro deste ano.

Custo por paciente — Estima-se que o valor do tratamento deve quase triplicar com a chegada dos medicamentos – um acréscimo de cerca de 10 mil reais por mês de tratamento. "Agora, é preciso aguardar uma portaria do ministério que vai estabelecer quem vai poder receber o tratamento e quanto o Sistema Único de Saúde (SUS) está disposto a pagar na rede pública. Normalmente, o governo adota novas tecnologias, mas demora cerca de três anos", explica Hugo Cheinquer, hepatologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre.