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domingo, 28 de abril de 2019

Estou CURADA da hepatite C!

Esse é o post dos posts.

Escrevi, deletei, escrevi de novo, apaguei, escrevi novamente...

É isso o que aconteceu quando eu tentava escrever esse post para dar essa notícia. Eu quase não consegui, por isso, preferi colar aqui o resultado do meu exame atestando que... ESTOU CURADA DA HEPATITE C!

Foram 8 anos (da descoberta) que convivi com a hepatite C.

Logo mais em conto com mais detalhes, mas eu não poderia deixar de compartilhar minha alegria e a felicidade que é a está curada!


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Anvisa registra dois medicamentos contra a hepatite C

Zepatier e Harvoni integram nova geração de drogas que aumenta chance de cura.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou dois novos medicamentos contra a hepatite C: zepatier e harvoni. Ambos integram a nova geração de drogas que bloqueia a replicação do vírus no organismo e possibilita a cura em taxas superiores a 90%.

Zepatier: um dos medicamentos aprovados
Antes da nova geração, pacientes usavam o interferon. O medicamento atuava contra a doença via fortalecimento do sistema imunológico, mas com mais efeitos colaterais que as drogas atuais (anemia, cansaço, depressão, etc) e menor taxa de cura.

O zepatier é a junção de dois outros princípios ativos: o elbasvir e a grazoprevir. Já o harvoni, é a combinação de ledispavir com sofosbuvir. As drogas funcionam contra os quatro genótipos do vírus.

A Anvisa aprovou os medicamentos em solicitação a um pedido do Ministério da Saúde, que solicitou prioridade ao registro de drogas contra a doença.

Saiba mais sobre os novos medicamentos:

Zepatier
Composição: a substância é uma associação dos princípios ativos elbasvir e grazoprevir. Produto: a produção será em forma de comprimido revestido, “na concentração de 50mg de elbasvir e 100mg de grazoprevir”, explica, em nota, a Anvisa.
Indicação: tratamento em adultos da hepatite C crônica (HCC) genótipos 1 ou 4.
Fabricante: MSD International GmbH T/A MSD Ireland.
Importadora: Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., localizada em Campinas (SP).

Harvoni
Composição: a substância é uma associação entre os princípios ativos ledipasvir e sofosbuvir. Indicação: tratamento em adultos com Hepatite C Crônica (HCC) genótipo 1.
Fabricante: Patheon Inc.
Importadora: Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda., localizada em Vargem Grande Paulista (SP).

Fontes: Governo do Brasil, com informações da Anvisa e G1

domingo, 18 de maio de 2014

Regressão da Fibrose Hepática (?): resultado dos exames

Olá! Tudo bem?

Peço que me desculpem pela demora na atualização do blog. Desde que eu voltei a trabalhar, as coisas mudaram um pouco. Fazer a gestão do tempo e driblar o cansaço não tem sido tarefa fácil. 

Mas vamos às notícias. Estive em consulta com meu médico no mês passado para apresentar o resultado dos exames e claro, saber as perspectivas e uma opinião mais aprofundada sobre o tema: regressão da minha fibrose.

Os resultados dos exames se comparados aos realizados anteriormente estão excelentes. Mas não vou negar que o resultado que eu  mais estava esperando era ver um "INDETECTÁVEL" para o vírus da hepatite C (HCV) por conta da regressão da fibrose. Independente da carga viral, confesso pra vocês que a regressão da fibrose reacendeu ainda mais minhas esperanças de cura, que me sinto como se não tivesse essa doença.  

Eis os resultados...

Desde que interrompi o tratamento, faço exames periodicamente. Em setembro passado, um dos exames revelou que eu estava com deficiência de vitamina D (post aqui). Assim, por quase 7 meses a suplementação com vitamina D passou a fazer parte do meu dia a dia.


A suplementação deu muito certo, pois passei de LIMÍTROFE para NORMAL. Com esse resultado, meu médico me deu alta. Eu não curto muito tomar sol, mas prometi a mim mesma colaborar! rs 

Por fim, ao final da consulta, senti uma ponta de decepção pela frieza e uma impressão de falta de interesse por parte do meu médico em querer "investigar" e saber mais sobre a regressão. Ainda há muitas perguntas na minha cabeça do tipo: "será que o diagnóstico da biopsia hepática que eu fiz em fev/2012 não foi preciso?"; "eu posso confiar no resultado da elastografia"; "a que se atribui essa regressão?".

Não tenho dúvidas que meus hábitos saudáveis como a prática de exercícios, algumas xícaras de café espresso (que adoro e dizem ser benéfico para a hepatite C), a suplementação com vitamina D (estudos comprovam que a vitamina D dobra a possibilidade de cura no tratamento) podem ter contribuído para todos esses resultados.

Por fim, pensei: porque ficar se martirizando? Porque não procurar uma segunda opinião? 

Um grande abraço!

sábado, 5 de abril de 2014

Regressão da fibrose hepática (?)

Em fevereiro passado realizei a Elastografia Hepática Transitória (EHT+CAP) na Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), para saber como estava meu grau de fibrose (post aqui). 

O resultado do exame foi surpreendente, porque o grau de fibrose regrediu de Metavir F3 para Metavir F0!!!! 

Mas deixe-me explicar melhor. Após eu ter feito o exame na ABPH e constatar por duas vezes Metavir F1, fui encaminhada a um outro laboratório, dessa vez para fazer uma Ultrassonografia de Fígado com Elastografia para confirmar o resultado. Tal qual foi a minha surpresa - novamente - quando o resultado foi: "Elastografia ARFI compatível com fibrose hepática grau zero".

Essa regressão é algo que deixou a mim e minha família perplexos no bom sentido, claro!

Na semana seguinte consultei-me com meu infectologista e apresentei os resultados. Ele não deu nenhum parecer concreto e pediu que eu fizesse os seguintes exames:

  • Alfa feto Proteína
  • Bilirrubinas totais e frações
  • Gama GT
  • Glicemia Jejum
  • Hemograma
  • TGO/TGP
  • TSH
  • Vitamina D
  • Proteinas Totais e Frações
  • PCR Quantitativo em tempo real 

Minha consulta com meu médico é em duas semanas. Em breve terei novidades e compartilharei mais detalhes.

Até lá!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nova droga pode ser a cura definitiva da hepatite C

Tratamento em desenvolvimento na Universidade do Texas foi capaz de eliminar o vírus da doença em praticamente todos os pacientes de uma pesquisa clínica.

Gabriela Ruic - Revista Exame
08/11/2013


São Paulo – O mundo tem hoje mais de 150 milhões de pessoas infectadas com o vírus da hepatite C, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas os números desta doença não param por aí: ela é a responsável pela morte de cerca de 350 mil pessoas por ano e contamina outras três milhões.  

Os dados são alarmantes, mas boas notícias surgiram nesta semana. Uma pesquisa da Universidade do Texas (EUA), publicada na revista científica The Lancet, trouxe resultados promissores e pode ser a resposta para uma cura definitiva da hepatite C.

Em uma série de testes realizados em 100 adultos contaminados, uma nova droga, que consiste na combinação dos medicamentos sofosbuvir e ledispavir, foi capaz de eliminar o vírus da doença em praticamente todos os participantes. Inclusive aqueles que já haviam tentado outros tratamentos e não obtiveram sucesso. 

Testes clínicos

No experimento, as pessoas foram divididas em dois grupos. O primeiro era formado por 60 pacientes que nunca haviam feito nenhum tipo de tratamento e cujos fígados estavam livres de cirrose.
Já o segundo, composto por 40 pessoas, contava com participantes que já haviam passado por diferentes terapias mal sucedidas. Estes grupos foram divididos então em subgrupos, de acordo com a condição de cada pessoa, e cada um deles recebeu uma combinação de drogas.

Houve quem tivesse tomado apenas a mistura dos dois medicamentos e quem ingerisse ambos, mas combinados ainda com outra substância, a chamada ribavirina. Os testes duraram 12 semanas e os pacientes demonstraram sintomas como náuseas, anemia e dores de cabeça.  

Os resultados, contudo, impressionaram. “Estas constatações sugerem que uma dose destes medicamentos, com ou sem ribavirina, tem o potencial de curar a maioria dos pacientes com hepatite C do genótipo 1, independentemente do seu histórico de tratamento ou da presença de cirrose”, informou a equipe. 

Repercussão

Charles Gore, chefe do Fundo de Hepatite C, entidade britânica que busca a conscientização em relação à doença, foi um dos especialistas que vibrou com o resultado. “Estes novos antivirais são incrivelmente potentes e mostram que até os casos mais complicados podem ser tratáveis”, disse Gore em entrevista ao The Guardian. 

O novo tratamento já está em análise da Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regula o setor farmacêutico. Em outubro, um painel de especialistas que aconselham o FDA sugeriu, de forma unânime, que a agência aprove a comercialização destas drogas experimentais. Ainda não há, contudo, nenhuma previsão de quando isso acontecerá.

Hepatite C

Causada por vírus, doença pode ser transmitida de várias formas como, por exemplo, via transfusão sanguínea, compartilhamento de seringas ou outros artigos de higiene pessoal, como escovas de dente e alicates de unha.
De acordo com o Ministério da Saúde, a hepatite c se manifesta de forma silenciosa e nem sempre é possível detectar os seus sintomas. Alguns dos sinais que podem indicar a incidência da doença são cansaço, tontura, pele e olhos amarelados, além de febre e enjoo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Resultados dos meus exames

Já faz quase 1 ano que interrompi o tratamento com a Ribavirina e o Interferon (não houve redução significativa da carga viral). Desde então, periodicamente visito meu infectologista para acompanhamento, e além disso, tenho feito exames para saber como está minha saúde. 

Felizmente tudo está tudo muito bem. A carga viral é algo que sempre oscila. No último exame realizado em Janeiro/2013, estava em: 

271.000 UI/mL 
5,43 log UI/mL 

O meu desejo de ter um bebê antes de recomeçar o tratamento é enorme. Infelizmente algumas coisas mudaram, principalmente no que diz respeito à minha vida profissional. 

Hoje, alguns dilemas me cercam, mas todos eles incluem recomeçar o tratamento somente após eu ter meu bebê. Mas ainda tem o retorno ao mercado de trabalho, atividade na qual não pretendo deixar de lado tão cedo. 

Nós temos sofrido um pouco para tomar dessa decisão, pois afinal de contas não somos mais tão jovenzinhos. Eu, principalmente já cheguei aos 40, e existem alguns riscos para a gravidez tardia. 

Enquanto isso, tenho muito aproveitando meu tempo livre para me cuidar. Pratico exercícios regularmente e mudei consideravelmente meus hábitos alimentares. Uma das mudanças foi a redução do consumo de açúcar, refrigerantes, frituras e gorduras. Confesso que essa mudança contribuiu para muitas melhorias e me sinto 100%. 

Esperamos que Deus nos ilumine e revele o melhor caminho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Consulta no CRT - Santa Cruz

Conforme agendado estive hoje no CRT Santa Cruz para consulta com o médico infectologista. Levei meus últimos e exames e me atualizei sobre a chegada dos novos medicamentos (inibidores de protease). 

Novidades sobre os remédios? Nenhuma! Apenas que está previsto apenas partir de fevereiro/2013. Ele ainda comentou que há pessoas que conseguiram os remédios através do convênio médico particular, mas que foi necessário entrar na justiça. Eu honestamente prefiro não entrar nesse mérito, até porque tenho planos de engravidar ainda neste ano (se Deus quiser!). 

Já faz 6 meses que interrompi o tratamento e estou super bem. Não sinto mais nenhum efeito da Ribavirina e do Interferon e até ganhei peso. 

Com a interrupção do tratamento minha carga viral aumentou para 256.954 Ul/mL / 5,41 Ul em log/mL (o exame anterior estava em 26.457 Ul/mL / 4,42 Ui em log/mL). Os demais exames estão ok e dentro da normalidade.

Incrível como ando tão desencanada e despreocupada com a doença, que até parece até que ela não está dentro de mim. Não sei se isso é bom ou ruim, mas só sei que estou bem e procuro viver da forma mais saudável possível. Não bebo, não fumo e tenho bons hábitos alimentares. Só preciso deixar a preguiça de lado e fazer exercícios. A vida estressante que levava no trabalho acabou! Nesse resto de ano decidi tocar o projeto "minha saúde e meu bem estar". 

domingo, 8 de abril de 2012

Quais minhas opções?

Já fez 4 dias que parei o tratamento. 

Tudo parece um vazio sem fim. Digo isso porque não há perspectivas, prazos e respostas de quando iniciarei um novo tratamento.

Hoje eu não tenho opções. Quer dizer, essas opções até existem, mas ainda não estão ao meu alcance. Essas opções são as novas drogas, o Telaprevir ou o Boceprevir.

Na próxima sexta 13, retornarei ao SUS para passar com um dos médicos para ouvir o que eu quero ouvir: tratamento para a cura.

Tenho avidamente buscado informações diariamente sobre a distribuição dessas novas drogas, mas pouco conteúdo tenho encontrado.

Enquanto isso, minha busca incessante pela cura irá continuar. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sou um "não respondedor"

Hoje foi um dia de muito ansiedade, pois estava louca pra chegar a hora da consulta ao infectologista. Foram 12 semanas de tratamento com o Pegasys e a Ribavirina.

Munida dos exames, cheia de esperanças e de uma resposta positiva, tive infelizmente uma resposta que me deixou muito triste: não respondi ao tratamento. 

Foram 3 meses de muitas expectativas, mas, a Carga Viral não reduziu o suficiente para a continuidade do tratamento. O médico fez as contas e chegou-se a 1,32, sendo que o aceitável é 2,0.

Os resultados:

  • Hepatite C (HCV) - carga viral: 26.457 UI/mL - 4,42 UI em log/mL
  • Transaminase Pirúvica: 28 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 25 U/L

Se comparado ao 1º exame, tive uma redução significativa em todos os valores de referência, mas não o suficiente para continuar com o tratamento.Disse que eu deveria parar com o tratamento, pois não adiantaria continuar. Até porque, o próprio SUS numa auditoria pediria meus exames para comprovar a eficácia do meu tratamento e o suspenderia.

Minhas opções, disse o médico, tratar com o Boceprevir ou o Telaprevir. Esses dois medicamentos ainda não são distribuídos pelo SUS. A ANVISA já os aprovou, e em breve, com previsão ainda para este ano, disse o médico, será distribuído.

Eu deveria começar o tratamento novamente, por 11 meses, com a Ribavirina, o Pegasys, o Boceprevir ou o Telaprevir.

Minhas perguntas foram desde se poderia piorar e ter cirrose (meu grau de fibrose é F3), da demora dos remédios, de quando esses remédios estariam disponíveis, etc.

Disse para eu manter a calma que eu conseguiria, que não era motivo para desespero e que as minhas Transaminases estavam bem controladas. Recomendou que eu fosse ao SUS para conversar com o médico responsável para saber minhas opções e até mesmo saber sobre chegada dessas novas drogas. O médico ressaltou que há uma pressão muito grande por parte dos hepatologistas e infectologista na liberação desses medicamentos. Disse também que há outras opções para conseguir o tratamento com o Boceprevir ou o Telaprevir: entrar na justiça. Eu espero não precisar fazer isso.

Por fim, aproveitei a consulta para tomar a 3ª e ultima dose da vacina para as Hepatites A e B. 

Bom, amanhã inicio uma nova luta em busca da cura. Não desistirei!







terça-feira, 3 de abril de 2012

PCR Quantitativo para Hepatite C e etc.

Acordei cedinho hoje e antes do trabalho fui coletar sangue para os exames:

  • Creatinina
  • Glicose
  • Hemograma
  • PCR Quantitativo para Hepatite C
  • Transaminase Pirúvica - TGP (ALT)
  • Transaminase Oxalacética - TGO (AST)
  • TSH Ultra Sensível 
Na próxima quarta 4, retorno ao infectologista para levar o resultado dos exames. 

Confesso que estou ansiosa, pois o resultado do PCR decidirá a continuidade do tratamento com a Ribavirina e o Pegasys.

Estou muito otimista e esperançosa por um resultado positivo.

Nessa consulta tomarei a 3ª e última dose da vacina para as hepatites A e B. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Décima primeira semana 20 a 26/03/12

Foi uma semana difícil: hotel lotado, provas pra fechar o penúltimo trimestre da pós-graduação, dor de cabeça e nas costas. A queda de cabelos persiste. Como tenho uma vasta cabeleira, não acredito que tenha que tomar uma medida mais drástica. Espero que não.

Está quase chegando o dia de repetir os exames para verificar a eficácia do tratamento. Na sexta 27/03 tomarei a 20ª injeção do Pegasys, e na segunda, 02/04 pela manhã farei os exames.

Estou ansiosa!

Por fim, não vejo de chegar o feriado da semana santa pra descansar.

domingo, 25 de março de 2012

Resultado dos Exames

No dia 29/02 fui com meu marido ao infectologista para que ele explicasse os exames.

Eis os resultados:

  • Glicose: 84mg/dl
  • Creatinina: 0,78mg/dl
  • Ferro: 170 ug/dl
  • Transaminase Pirúvica: 37 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 29 U/L
  • Hemograma com Contagem de Plaquetas: tudo ok
  • Hormônio Tireoestimulante: 1,43 uUI/mL
  • Vitamina D: 34,0 ng/mL
  • Hepatite C (HCV) Carga Viral: 62.403 UI/mL - 4,80 UI em log/mL  
Ele explicou que estava tudo Ok, com exceto o da Carga Viral que ainda não havia reduzido significantemente. Explicou ainda que eu deveria repeti-los na 12ª semana do tratamento. A continuidade ou não do tratamento dependerá da redução do "log/mL". 

Ele deixou bem claro que se caso não haja redução para 2 log, eu me enquadraria nos pacientes "não-respondedores", que o tratamento deverá ser descontinuado e outra opção de tratamento deverá ser adotada.

Confesso que meu mundo caiu quando ouvi essa notícia. Claro que ainda havia algumas semanas de tratamento e que eu deveria torcer para que desse certo, afinal era mais uma chance.

A outra opção de tratamento, disse o médico, ainda não existe. As novas drogas como o  Boceprevir e o Telaprevir eram essas opções. Esses medicamentos já foram autorizados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são caros, mas ainda não estão sendo distribuídos gratuitamente pela rede pública. Ele ressaltou que há milhares de pacientes "não-respondedores" a espera desse tratamento.

O Boceprevir e o Telaprevir são inibidores de protease e impedem a replicação do vírus.



Exames e expectativas


No dia 24/02 fui coletar sangue para saber como anda tratamento. 

O médico pediu: 

Glicose, Creatinina, Ferro, Transaminase Pirúvica, Transaminase Oxalacética, Hemograma com Contagem de Plaquetas, Hormônio Tireoestimulante, Vitamina D e a Hepatite C (HCV) Carga Viral. 

Estou na expectativa de bons resultados .

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fui aprovada no tratamento

No dia 09/01/12, assim que voltei de viagem e ao trabalho, liguei para o CRT e tive a grata surpresa: havia sido aprovada no tratamento.

Viva! Viva!

Como era uma segunda-feira, lembro-me do Dr. Infecto ter recomendado que eu tomasse o Interferon todas às sextas-feiras (é uma injeção subcutânea que eu deveria tomar 1 vez por semana), no final da tarde. O  efeito do medicamento começa a aparecer em aproximadamente 4 horas, e caso eu tivesse alguma reação eu já estaria em casa, e para no caso de um efeito colateral mais forte eu já estaria dormindo.

Eu contava os dias pra chegar a sexta-feira. Por incrível que pareça, esse dia seria uma sexta 13. Não sou nada supersticiosa e nem acredito nisso, mas, definitivamente esse era o meu dia de sorte!

A espera pela aprovação continuava...

Toda semana eu ligava para saber da aprovação do tratamento.

Confesso que cada vez mais eu ficava angustiada. Meu médico já havia me tranqüilizado de que tudo iria dar certo e que eu certamente conseguiria o tratamento. Como já estava muito próximo do Natal, meu médico recomendou que caso eu fosse aprovada, que não esperasse as festas de final de ano pra iniciar, mas que deveria iniciar o logo o tratamento. Ele fez esse comentário, porque muitos pacientes preferiam “tomar todas” como despedida para somente depois iniciar o tratamento.

Eu já estava com a idéia fixa de começar qualquer dia que fosse, mas infelizmente não dependia de mim.

Quase as vésperas do Natal eu ainda não tinha a resposta da aprovação. Daí eu decidi relaxar e deixaria para ligar somente na primeira semana de 2012, assim que voltasse de viagem de uma semana de descanso. Esses dias seriam a despedida para me preparar, comemorar o Natal e brindar o Novo Ano que iria começar e é claro, o recomeço da minha vida.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Apresentando a documentação para início do tratamento

O médico preencheu vários formulários + receituário de controle especial. Eu deveria junto com esses formulários, anexar exames que realizei. O informativo abaixo foi o que recebi.
Nele contém todas as informações sobre a documentação e o tratamento.
Com todos os documentos, dei entrada no início de Dez/2012 no CRT – Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, no bairro da Vila Mariana, na capital paulista.

Chegando lá, entreguei os papéis e me disseram que eu deveria aguardar uns 20 dias para saber se havia sido aprovada no tratamento. Estava tão ansiosa, que não via a hora de iniciar o tratamento, por isso, eu contava os dias.

Próximo da data, liguei para o telefone indicado e nada de resposta. Fiz várias tentativas e já estava ficando preocupada, pois já tinha lido sobre casos em outros estados na demora e até na falta do medicamento. Mais uma tentativa e a resposta: meu tratamento não tinha sido aprovado, pois faltava juntar mais dois exames: o anti-HIV e o HBsAg.

Corri para o Dr. Infecto e peguei as guias (detalhe: eu nunca havia tirado tanto sangue para fazer tantos exames!). Daí ele explicou que há pacientes portadores do HIV que também são portadores do vírus da Hepatite C. Casos como este, o tratamento é diferenciado. Este felizmente NÃO é o meu caso.

Retornar ao CRT com o resultado dos exames e dei entrada novamente nos papéis. Pronto! Agora tudo estava em ordem. Era só aguardar a aprovação.

Importante: uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o tratamento e o atendimento desse CRT. Super humanizado e atencioso.

Explicando a biópsia e o tratamento

Munida do resultado da biópsia, levei ao Dr. Infecto que me explicou direitinho o diagnóstico.

Disse que o tipo de Fibrose Portal 3 é de estágio moderado (há uma escala de 1 a 4). E foi com esse exame que o médico chegou a uma hipótese: de que eu poderia ter contraído a doença no hospital, quando tinha 6 meses de vida, pois ele entendeu que pelo grau da fibrose, significava que eu convivo com a doença há muitos anos.

Eu não fiquei nada satisfeita com o que ouvi, mas ele me tranqüilizou dizendo que sou jovem, que não tenho problemas de saúde. Além disso, havia alguns prós que me favoreciam: ser de etnia branca, não ter diabetes, não ser obesa...

Com todos esses exames, o médico explicou que o tratamento duraria 11 meses, que eu deveria tomar dois tipos de medicamentos: o Interferon (Pegasys) injeção cutânea uma vez por semana, e a Ribavirina 2 cápsulas duas vezes ao dia (manhã e noite). Daí eu perguntei sobre os efeitos colaterais. Bom, são vários, mas ele disse que variam de pessoa pra pessoa. Mas foi ressaltado que alguns são muito freqüentes no início do tratamento, como dores de cabeça, enjôos, queda de cabelo, perda de peso, perda de apetite, paladar metálico, irritação, depressão (mais freqüente pra quem já possui histórico da doença), pele ressecada, secura nas mucosas, leve insônia, dores no corpo, etc, ... Mas depois o organismo vai se acostumando.

Perguntando sobre os custos do tratamento, disse que o SUS trata pacientes com hepatites gratuitamente e que bastava ele preencher alguns formulários para que fosse dar entrada na papelada para o início do tratamento. Ele ressaltou que só o Interferon, que não é fabricado no Brasil, custava muito, mas muito caro.

Nesse mesmo dia ele recomendou passar no CRT - Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, no bairro da Vila Mariana, na capital paulista para retirar os formulários. Nesse local, também tratam pacientes com hepatites. 

Voltando às orientações, disse ainda que a partir do início do tratamento, eu deveria levar uma vida mais regrada, com horários regulares, ter uma alimentação saudável e ZERO ÁLCOOL!

Agora quando ele falou da vida regrada, eu comecei a rir. Rir porque a vida que eu tenho não é lá nada regrada. Minha vida é uma loucura: trabalho em média de 12 a 14 horas por dia, tem a pós-graduação, cuidar da casa, do marido e ainda tem que sobrar tempo pra descansar, curtir a vida e relaxar. É sem dúvida seria um desafio!

Outro desafio era o de deixar um dos meus maiores prazeres: o vinho e a cervejinha do final de semana! Eu e meu marido já estávamos virando experts em vinhos. Já tínhamos os nossos rótulos e uvas preferidas. Estávamos sempre “alimentando” nossa mini adega. Como eu adoro cozinhar, sempre fazia um prato bacana para “harmonizar” com um deles. E os mais especiais sempre deixávamos para uma ocasião especial.

Bom, essas ocasiões especiais terão que esperar um pouco.

Imunizando contra as Hepatites A e B

Uma recomendação importante do médico foi a de tomar as vacinas contra as Hepatites A e B, uma vez que nunca havia tido contato com esses vírus. E como portadora da Hepatite C, caso eu venha a contrair qualquer uma dessas hepatites, poderia ser muito prejudicial ao fígado.

São 3 doses com as vacinas da Hepatite A + B em uma única injeção. Eu já tomei duas doses. Falta a 3ª, que tomarei no mês de Abril/2012.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Biópsia hepática

Em Setembro de 2011 fui fazer a biópsia hepática. As explicações do médico do procedimento desse exame me causaram calafrios. Imagina uma agulha perfurando seu fígado para retirar uma amostra. Literalmente tirariam meu fígado - na verdade um fragmento...  risos.

Fiz o procedimento num excelente hospital da capital.

Não vou dizer que não tive medo, mas eu estava apreensiva e muito ansiosa. Meu marido estava ali para me dar força e me acompanhar. No dia do procedimento, tive que levar todos os exames que havia feito. Não foi necessária internação.

A equipe do hospital que me atendeu foi super atenciosa. Tenho certeza que isso em muito contribuiu para que eu ficasse calma e tranquila. Tudo durou pouco mais de 1 hora entre a anestesia (local) e o procedimento.

Logo após, fui para um quarto e a recomendação era permanecer deitada de lado, em cima do curativo por algumas horas, pois de acordo com o médico, podia ocorrer sangramento na região. Fiquei ainda em observação umas 4 horas, depois fui liberada para ir pra casa me recuperar.

No dia seguinte já pude trabalhar, mas a recomendação era não fazer nenhum esforço.
Por uns 10 dias senti dores na região, mas nada que atrapalhasse meu dia a dia. Tudo correu perfeitamente bem.

Semanas depois saiu o resultado.

DIAGNÓSTICO: BIÓPSIA HEPÁTICA:- HEPATITE CRÔNICA COM MODERADA ATIVIDADE E FIBROSE PORTAL EM PONTE COM ÁREAS DE TRANSFORMAÇÃO NODULAR. MÍNIMA ATIVIDADE INFLAMATÓRIA LOBULAR PRESENTE (METAVIR A2F3).

Classificação das hepatites segundo a SBP
Fibrose portal: 3
Inflamação portal: 2
Atividade periportal: 2
Atividade parenquimatosa: 1

Difícil compreender o resultado, não? Estava ansiosa para retornar ao meu infecto para que ele explicasse direitinho o exame, e me indicasse o próximo passo.

A Hepatite C e os tratamentos

O médico me explicou a bateria de exames que eu deveria fazer, da biopsia hepática para saber como estava o fígado, como seria o tratamento e as probabilidades e o sucesso de cura.

Ele explicou que há 3 tipos de genótipos. O genótipo 1 e os genótipos 2 e 3. O primeiro é o mais comum entre os pacientes infectados com o vírus HCV, mas é o mais resistente e mais difícil de tratar. O tratamento tem duração de 11 meses. Já os genótipos 2 e 3 são mais fáceis de tratar, pois respondem melhor ao tratamento. O tratamento tem duração de 6 meses.

A bateria de exames que eu faria revelaria muitas coisas, inclusive o tipo de genótipo e, consequentemente, a identificação do tratamento mais adequado.

Uma das dúvidas que tive foi com relação aos custos do tratamento. O Dr. Infecto para minha surpresa explicou que custava zero Reais pelo SUS. O SUS (Sistema Único de Saúde) trata pacientes com hepatite C gratuitamente, e bastava eu provar que precisava do tratamento. Afirmou ainda que a entrada nos papéis é um tanto burocrática, mas não demorada. Logo imaginei que se justifica pelo alto custo do tratamento.
Para solicitar o tratamento, todos os exames devem ser anexados a inúmeros formulários. Um médico do SUS confere os exames e avalia se preencho todos os requisitos para iniciar o tratamento. O tratamento é composto por dois tipos de medicamento. Uma injeção e comprimidos via administração oral. A injeção é o Interferon Peguilado (Pegasys – alfapeginterferona 2 a*), fabricado na Suíça, pelos laboratórios Roche, e a Ribavirina (ribavirina 250mg) fabricada pelo Fundação Osvaldo Cruz/Farmanguinhos. A combinação desses dois medicamentos é que combaterão o vírus.

O doutor explicou que o Interferon possui atividade antiviral, estimulando o sistema de defesa a atacar os antígenos dos vírus que se estabeleceram nas células. Por ser um imunomodulador, ativa o sistema imunológico de diversas formas, fazendo com que este atue com maior eficácia na luta contra as doenças.

Os primeiros exames foram pedidos (todos de sangue): Glicose, Creatinina, Transaminase Oxalacética, Transaminase Pirúvica, Hemograma com Contagem de Plaquetas, Tempo de Protrombina e Atividade, Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada, HormônioTireoestimulante, Ultra Sensível TSH, Alfa Fetoproteína, Perfil Hepatite A (Anti HAV) e Hepatite B (Anticorpo Anti HBs). Foi-me também solicitado um novo exame para detectar e confirmar a presença do vírus. Detecção do Vírus da Hepatite C (HCV) e deu o seguinte resultado: >Limite de detecção: 30UI/mL

Pronto, com a confirmação da presença do vírus, exames mais específicos foram solicitados, como: Carga Viral e a genotipagem para a Hepatite C . Confirmada a detecção do vírus, eu pelo menos tinha a esperança de o resultado não acusar o Genótipo 1. Bom, não diferente da maioria da população, confirmou-se o Genótipo Subtipo 1B. Já a Carga Viral de 547.302 UI/mL.