Eu tenho o meu próprio kit. E você?

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sonho realizado: sou mãe - de gêmeos!

Olá, tudo bem?

Após uma pausa de pouco mais de 1 ano, estou de volta.

Peço desculpas pela ausência, mas é que tantas coisas boas aconteceram nesse período - mudei de emprego, a carga de trabalho ficou maior, engravidei, passei um perrengue tremendo no final da gravidez, e por fim, tive dois bebês. Isso mesmo, eu fui agraciada com um casal de gêmeos!

No momento estou em licença maternidade, e o tempinho que me sobrar, contarei ao longo das próximas semanas como foi tudo.

Um grande abraço da Helena

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O sonho de ser mãe

O principal motivo que me levou a adiar o retratamento da hepatite foi o sonho de ser mãe. 

Desde que eu soube em abril/2012 que sou uma "não respondedora" ao tratamento com Ribavirina e Interferon, em comum acordo com meu marido e meus médicos (infectologista e ginecologista), decidimos que eu não voltaria a me tratar até que realizasse o sonho da maternidade. E desde então, é o que eu mais tenho desejado e tentado.

É sabido de que não há empecilhos para gravidez em portadoras de hepatite C. Digamos que deve-se ter um acompanhamento especial, principalmente com relação à carga viral, pois o sangue com altas taxas têm maiores possibilidades de transmitir a doença ao bebê.

Felizmente os resultados dos meus exames sempre apresentaram resultados muito bons, por sinal, até incompatíveis para um grau de fibrose F3 (vide aqui, aqui, aqui e aqui posts explicando a regressão de F3 para F1).

Além dos dos exames específicos para as enzimas do figado que estavam todos ok, os exames pré-natais para uma gravidez também estavam. Ah! e os do meu marido também.

Assim, não havia empecilho algum para começar os "treinos" para uma gravidez natural. Mas os meses e os anos foram passando e nada! Mas aí vem a realidade para a idade. Os passar dos anos são cruéis nesse aspecto, eu já havia passado há bastante tempo da faixa etária ideal para engravidar naturalmente.

Para estimular os ovários, tomei por alguns meses indutores de ovulação. Me sentia inchada, com mal estar... E ainda sim, nada! A cada ciclo menstrual eu me sentia, triste, frustrada...

Minha ginecologista então recomendou que eu fizesse um exame (horroroso por sinal) para verificar se as trompas poderia estar obstruídas. O tal exame se chama Histerossalpingografia - exame de radiografia usando-se contraste, para verificar as condições anatômicas dos órgãos reprodutores femininos: útero e tubas.

O resultado deu ok, sem alterações, e sem contra indicações para uma gravidez. Então continuei com o indutor de ovulação e os "treinos" programados.

sábado, 4 de outubro de 2014

De F3 para F1

Olá, tudo bem?

Se tem uma coisa que eu não sou é conformada. E se tem outra coisa que eu também sou é persistente e determinada em tudo o que faço.

E assim, lá fui eu correr atrás de respostas.

Pois bem, semana após eu ter entregue as lâminas para revisão histopatológica da biópsia do figado (post aqui), obtive finalmente as respostas que fizeram tudo mudar de rumo.

Munida de todos os exames anteriores + o resultado da revisão da biopsia, voltei ao consultório do Dr. Focaccia, que já sabia do resultado. Ele me contou que o próprio médico que ele recomendou (um grande especialista em fígado, (membro da Sociedade Brasileira de Patologia e Professor Titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) telefonou pra ele e explicou o meu caso.

E o resultado? Bem, melhor do que isso, claro que eu preferiria saber que eu NÃO tenho hepatite C. Mas o que dizer, o que sentir quando você descobre que por uma diferente interpretação de resultados ao invés de uma fibrose grau 3 (F3), você tem na verdade, um grau de fibrose compatível com um F1?

Isso mesmo! Os resultados dos meus exames corroboraram para o grau de fibrose F1. Agora tudo se encaixa perfeitamente, pois nunca tive qualquer tipo de alteração nos exames de nenhum tipo. Tudo, mas tudo mesmo foi sempre normal.

Eis a transcrição do resultado:

Dados Clínicos
- Hepatite C, discrepância de achados clínicos, Fibroscan e histopatologia
- Hepatite crônica em moderada atividade consistente com dados clínicos de infecção pelo VHC.

Estadiamento da Hepatite Crônica:
  • Alterações estruturais: 1
  • Densidade do infiltrado portal: 1
  • Atividade peri-portal: 1
  • Atividade parenquimatosa: 1 
  • Fibrose perivenular/pericelular: 1
Me perguntei há quanto tempo então eu tenho a doença, já que sou um F1? Difícil saber, disse o médico. Ele explicou que de pessoa para pessoa pode variar muito a evolução da doença, devido a uma série de fatores.

Recebi um grande PARABÉNS do Dr. Focaccia, que me desejou saúde, sucesso e que eu levasse uma vida normal. Sobre o tratamento, disse que eu posso esperar, tocar com meus projetos de ter um bebê normalmente, e que mais pra frente os novos tratamento que estão por vir poderão definitivamente curar a hepatite C, sem muitas drogas, e com menos efeitos colaterais.

Ele também recomendou fazer acompanhamentos semestrais pra ver como estão as enzimas do figado, etc., e que eu fizesse exercícios diariamente,

Assim, eu felizmente vou aproveitar mais ainda minha vida e com um fardo e preocupações definitivamente menores.

Em nosso próximo bate papo espero poder compartilhar agradáveis e adoráveis surpresas.

Não desistam nunca, independente de qualquer coisa, situação, circunstâncias...

Um até breve!

Helena  ;)

domingo, 18 de maio de 2014

Regressão da Fibrose Hepática (?): resultado dos exames

Olá! Tudo bem?

Peço que me desculpem pela demora na atualização do blog. Desde que eu voltei a trabalhar, as coisas mudaram um pouco. Fazer a gestão do tempo e driblar o cansaço não tem sido tarefa fácil. 

Mas vamos às notícias. Estive em consulta com meu médico no mês passado para apresentar o resultado dos exames e claro, saber as perspectivas e uma opinião mais aprofundada sobre o tema: regressão da minha fibrose.

Os resultados dos exames se comparados aos realizados anteriormente estão excelentes. Mas não vou negar que o resultado que eu  mais estava esperando era ver um "INDETECTÁVEL" para o vírus da hepatite C (HCV) por conta da regressão da fibrose. Independente da carga viral, confesso pra vocês que a regressão da fibrose reacendeu ainda mais minhas esperanças de cura, que me sinto como se não tivesse essa doença.  

Eis os resultados...

Desde que interrompi o tratamento, faço exames periodicamente. Em setembro passado, um dos exames revelou que eu estava com deficiência de vitamina D (post aqui). Assim, por quase 7 meses a suplementação com vitamina D passou a fazer parte do meu dia a dia.


A suplementação deu muito certo, pois passei de LIMÍTROFE para NORMAL. Com esse resultado, meu médico me deu alta. Eu não curto muito tomar sol, mas prometi a mim mesma colaborar! rs 

Por fim, ao final da consulta, senti uma ponta de decepção pela frieza e uma impressão de falta de interesse por parte do meu médico em querer "investigar" e saber mais sobre a regressão. Ainda há muitas perguntas na minha cabeça do tipo: "será que o diagnóstico da biopsia hepática que eu fiz em fev/2012 não foi preciso?"; "eu posso confiar no resultado da elastografia"; "a que se atribui essa regressão?".

Não tenho dúvidas que meus hábitos saudáveis como a prática de exercícios, algumas xícaras de café espresso (que adoro e dizem ser benéfico para a hepatite C), a suplementação com vitamina D (estudos comprovam que a vitamina D dobra a possibilidade de cura no tratamento) podem ter contribuído para todos esses resultados.

Por fim, pensei: porque ficar se martirizando? Porque não procurar uma segunda opinião? 

Um grande abraço!

sábado, 5 de abril de 2014

Regressão da fibrose hepática (?)

Em fevereiro passado realizei a Elastografia Hepática Transitória (EHT+CAP) na Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), para saber como estava meu grau de fibrose (post aqui). 

O resultado do exame foi surpreendente, porque o grau de fibrose regrediu de Metavir F3 para Metavir F0!!!! 

Mas deixe-me explicar melhor. Após eu ter feito o exame na ABPH e constatar por duas vezes Metavir F1, fui encaminhada a um outro laboratório, dessa vez para fazer uma Ultrassonografia de Fígado com Elastografia para confirmar o resultado. Tal qual foi a minha surpresa - novamente - quando o resultado foi: "Elastografia ARFI compatível com fibrose hepática grau zero".

Essa regressão é algo que deixou a mim e minha família perplexos no bom sentido, claro!

Na semana seguinte consultei-me com meu infectologista e apresentei os resultados. Ele não deu nenhum parecer concreto e pediu que eu fizesse os seguintes exames:

  • Alfa feto Proteína
  • Bilirrubinas totais e frações
  • Gama GT
  • Glicemia Jejum
  • Hemograma
  • TGO/TGP
  • TSH
  • Vitamina D
  • Proteinas Totais e Frações
  • PCR Quantitativo em tempo real 

Minha consulta com meu médico é em duas semanas. Em breve terei novidades e compartilharei mais detalhes.

Até lá!