Eu tenho o meu próprio kit. E você?

Eu tenho o meu próprio kit. E você?
Mostrando postagens com marcador ribavirina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ribavirina. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O sonho de ser mãe

O principal motivo que me levou a adiar o retratamento da hepatite foi o sonho de ser mãe. 

Desde que eu soube em abril/2012 que sou uma "não respondedora" ao tratamento com Ribavirina e Interferon, em comum acordo com meu marido e meus médicos (infectologista e ginecologista), decidimos que eu não voltaria a me tratar até que realizasse o sonho da maternidade. E desde então, é o que eu mais tenho desejado e tentado.

É sabido de que não há empecilhos para gravidez em portadoras de hepatite C. Digamos que deve-se ter um acompanhamento especial, principalmente com relação à carga viral, pois o sangue com altas taxas têm maiores possibilidades de transmitir a doença ao bebê.

Felizmente os resultados dos meus exames sempre apresentaram resultados muito bons, por sinal, até incompatíveis para um grau de fibrose F3 (vide aqui, aqui, aqui e aqui posts explicando a regressão de F3 para F1).

Além dos dos exames específicos para as enzimas do figado que estavam todos ok, os exames pré-natais para uma gravidez também estavam. Ah! e os do meu marido também.

Assim, não havia empecilho algum para começar os "treinos" para uma gravidez natural. Mas os meses e os anos foram passando e nada! Mas aí vem a realidade para a idade. Os passar dos anos são cruéis nesse aspecto, eu já havia passado há bastante tempo da faixa etária ideal para engravidar naturalmente.

Para estimular os ovários, tomei por alguns meses indutores de ovulação. Me sentia inchada, com mal estar... E ainda sim, nada! A cada ciclo menstrual eu me sentia, triste, frustrada...

Minha ginecologista então recomendou que eu fizesse um exame (horroroso por sinal) para verificar se as trompas poderia estar obstruídas. O tal exame se chama Histerossalpingografia - exame de radiografia usando-se contraste, para verificar as condições anatômicas dos órgãos reprodutores femininos: útero e tubas.

O resultado deu ok, sem alterações, e sem contra indicações para uma gravidez. Então continuei com o indutor de ovulação e os "treinos" programados.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nova droga pode ser a cura definitiva da hepatite C

Tratamento em desenvolvimento na Universidade do Texas foi capaz de eliminar o vírus da doença em praticamente todos os pacientes de uma pesquisa clínica.

Gabriela Ruic - Revista Exame
08/11/2013


São Paulo – O mundo tem hoje mais de 150 milhões de pessoas infectadas com o vírus da hepatite C, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas os números desta doença não param por aí: ela é a responsável pela morte de cerca de 350 mil pessoas por ano e contamina outras três milhões.  

Os dados são alarmantes, mas boas notícias surgiram nesta semana. Uma pesquisa da Universidade do Texas (EUA), publicada na revista científica The Lancet, trouxe resultados promissores e pode ser a resposta para uma cura definitiva da hepatite C.

Em uma série de testes realizados em 100 adultos contaminados, uma nova droga, que consiste na combinação dos medicamentos sofosbuvir e ledispavir, foi capaz de eliminar o vírus da doença em praticamente todos os participantes. Inclusive aqueles que já haviam tentado outros tratamentos e não obtiveram sucesso. 

Testes clínicos

No experimento, as pessoas foram divididas em dois grupos. O primeiro era formado por 60 pacientes que nunca haviam feito nenhum tipo de tratamento e cujos fígados estavam livres de cirrose.
Já o segundo, composto por 40 pessoas, contava com participantes que já haviam passado por diferentes terapias mal sucedidas. Estes grupos foram divididos então em subgrupos, de acordo com a condição de cada pessoa, e cada um deles recebeu uma combinação de drogas.

Houve quem tivesse tomado apenas a mistura dos dois medicamentos e quem ingerisse ambos, mas combinados ainda com outra substância, a chamada ribavirina. Os testes duraram 12 semanas e os pacientes demonstraram sintomas como náuseas, anemia e dores de cabeça.  

Os resultados, contudo, impressionaram. “Estas constatações sugerem que uma dose destes medicamentos, com ou sem ribavirina, tem o potencial de curar a maioria dos pacientes com hepatite C do genótipo 1, independentemente do seu histórico de tratamento ou da presença de cirrose”, informou a equipe. 

Repercussão

Charles Gore, chefe do Fundo de Hepatite C, entidade britânica que busca a conscientização em relação à doença, foi um dos especialistas que vibrou com o resultado. “Estes novos antivirais são incrivelmente potentes e mostram que até os casos mais complicados podem ser tratáveis”, disse Gore em entrevista ao The Guardian. 

O novo tratamento já está em análise da Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regula o setor farmacêutico. Em outubro, um painel de especialistas que aconselham o FDA sugeriu, de forma unânime, que a agência aprove a comercialização destas drogas experimentais. Ainda não há, contudo, nenhuma previsão de quando isso acontecerá.

Hepatite C

Causada por vírus, doença pode ser transmitida de várias formas como, por exemplo, via transfusão sanguínea, compartilhamento de seringas ou outros artigos de higiene pessoal, como escovas de dente e alicates de unha.
De acordo com o Ministério da Saúde, a hepatite c se manifesta de forma silenciosa e nem sempre é possível detectar os seus sintomas. Alguns dos sinais que podem indicar a incidência da doença são cansaço, tontura, pele e olhos amarelados, além de febre e enjoo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ampliado o acesso ao tratamento com boceprevir e telaprevir para casos de fibrose F2

13/11/2013 

O Ministério da Saúde decidiu ampliar o acesso à terapia tripla para o tratamento da hepatite C. A partir de agora, pacientes que não necessariamente estão em estágio avançado da doença e não têm cirrose terão acesso ao tratamento que eleva para até 80% a chance de cura. Para usufruir da terapia tripla, os pacientes não precisarão fazer a biópsia novamente se tiverem feito o exame há três anos ou mais e tiverem uma classificação de METAVIR F2 ou mais. Atualmente, de 5% a 20% dos pacientes crônicos com hepatite C evoluem para cirrose se não tratados. 

A medida dará mais autonomia para o médico analisar o paciente e prescrever o tratamento. Também visa diminuir casos graves da doença, fazendo com que mais pacientes tenham acesso aos medicamentos modernos, os chamados inibidores de protease, Desde janeiro de 2013, o Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu a terapia tripla no tratamento da hepatite C com a combinação dos inibidores de protease Boceprevir e Telaprevir com interferon peguilado e ribavirina, a chamada terapia padrão.

Atualmente, cerca de mil pacientes já se beneficiam da terapia tripla pelo SUS. Para 2014, a expectativa é que 5.500 pacientes sejam tratados com os inibidores de protease. 

O Brasil possui hoje 1,5 milhão de pessoas convivendo com o vírus da hepatite C, segundo o Ministério da Saúde. Estima-se que a maioria sejam adultos entre 45 e 64 anos e que o número de infectados possa chegar a 2,5 milhões, já que muitos ignoram estar doentes. 

Atualmente, a doença é responsável por 50% dos transplantes hepáticos realizados no país. Alguns fatores são mais críticos para o desenvolvimento da cirrose, como idade superior a 40 anos no momento da infecção, ser do sexo masculino, fazer uso de álcool, ter coinfecção com o vírus da hepatite B ou com o HIV, entre outros. 

A detecção e o tratamento precoces da hepatite C são essenciais para o aumento da qualidade e expectativa de vida e para a cura da doença. O anti-HCV (anticorpo produzido naturalmente pelo organismo) é o primeiro teste que deve ser feito nos pacientes para triagem da doença e marca o contato da pessoa com o vírus da hepatite C. Esse anticorpo demora de 4 a 6 semanas para se tornar detectável no sangue dos pacientes após o contato com o vírus, podendo persistir indefinidamente.

Outro exame que pode ser utilizado é o PCR, que mostra a presença do vírus no organismo do paciente. O PCR pode ser qualitativo (indica a presença ou não do vírus) ou quantitativo (avalia a quantidade de vírus presentes). 

Desde 2011, o Ministério da Saúde ampliou a oferta de testes rápidos gratuitos para detecção da hepatite C, nos chamados CTAS (Centros de Testagem e Aconselhamento). O atendimento no CTA é inteiramente sigiloso e, se o resultado do teste for positivo, a pessoa é encaminhada para tratamento nos serviços de referência. 

Para localizar o CTA mais próximo da sua residência basta acessar o link:
e clicar na caixa Localizar endereço na coluna à direita da página inicial. 

Fonte: Carlos Varaldo

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Recomendação de aprovação dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C

27/10/2013 

Fonte: Hepato - Agência Nacional das Hepatites 
http://hepato.com/a_noticias/002_a_noticias_port.php


O Comité Consultivo da Food and Drug Administration ( FDA) dos Estados Unidos aprovou, por unanimidade, a recomendação para registro do Simeprevir e do Sofosbuvir, dois inibidores de proteases de segunda geração que muito provavelmente, dependendo do preço, estarão substituindo o Telaprevir e o Boceprevir. 

Ambos ocasionam efeitos colaterais mais brandos, e em vez de varias capsulas ao dia como acontece com Boceprevir e Telaprevir, com os novos medicamentos é necessário somente 1 comprimido ao dia combinado com interferon peguilado e ribavirina para o tratamento do genótipo 1 da hepatite C em pacientes adultos com doença hepática compensada, incluindo cirrose. 

O Simeprevir foi recomendado para o FDA o aprovar para o tratamento do genótipo 1 combinado com interferon peguilado e ribavirina. 

O Sofosbuvir foi recomendado para o FDA o aprovar para o tratamento dos genótipos 1 e 4 combinado com interferon peguilado e ribavirina e, para tratamento dos genotipos 2 e 3 combinado a ribavirina, mas sem necessidade do interferon em tratamento de 12 semanas para o genótipo 2 e de 16 ou 24 semanas para o genótipo 3, podendo em alguns casos específicos ser utilizado combinado com interferon peguilado.

A reunião do FDA para aprovar a comercialização dos dois medicamentos foi marcada para o dia 8 de dezembro. O FDA não é obrigado a seguir a recomendação do Comitê, mas normalmente a aceita e aprova. 

OK. Estamos diante de uma segunda geração dos inibidores de proteases e daqui a alguns meses outros medicamentos estarão chegando. A revolução no tratamento da hepatite C está começando e em poucos anos teremos possibilidade de cura de mais de 90% dos tratados. 

Mas como sempre, tudo vai depender do preço dos novos medicamentos. O futuro é ótimo, mas o dinheiro pode ser curto. Certamente durante o Congresso da semana próxima nos Estados Unidos as conversas e discussões serão muitas, não somente pelo Sofosbuvir e o Simeprevir, mas também pelas novidades que Bristol-Myers e Abbvie estarão apresentando de seus medicamentos para tratamentos orais da hepatite C, os quais devem solicitar aprovação no FDA já em 2014. 

Carlos Varaldo 
www.hepato.com hepato@hepato.com

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vitamina D

Ontem fui ao infecto com todos os exames para ele me explicasse direitinho como estão as enzimas do meu fígado e afins.

Os exames pedidos pelo meu médico foram:

  • Acido úrico
  • Alfa-Fetoproteína
  • Bilirrubinas
  • Hemograma Completo
  • Proteína Total e Frações
  • Transaminase Glutamico-Oxalacetica (TGO)
  • Transaminase Glutamico-Piruvica (TGP)
  • Hidroxi-Vitamina D
  • Gama Glutamil Transferase (Gama-GT)
O resultado de todos exames foi extremamente satisfatório, com exceção da Vitamina D (Hidroxi-Vitamina D), que acusou LIMÍTROFE.

O resultado foi de 20 ng/mL, e o valor de referência LIMITROFE é de 20 a 30 ng/mL.

Ele então me prescreveu um medicamento em gotas, para tomar todos dias pela manhã, em jejum.

A falta da vitamina D influencia nos portadores de hepatite, pois pode acelerar a progressão da fibrose e diminuir a possibilidade de cura da doença.

De acordo com informações publicadas na página da Agência de Noticias das Hepatites, a vitamina D é metabolizada pelo fígado e convertida em 1,25-diidroxi-vitamina D3, que é a forma ativa da vitamina. Indivíduos com doença hepática crônica podem apresentar níveis pobres de vitamina D3 no organismo. 

Deficiência ou insuficiência de vitamina D pode alterar o equilíbrio entre o cálcio extracelular e intracelular das células, o que pode interferir com a liberação de insulina, assim, a falta de cálcio ou vitamina D pode resultar em resistência periférica à insulina.

No site da Agência de Noticias das Hepatites informa que o  "World Journal of Gastroenterology" publicou a confirmação do efeito benéfico da inclusão da vitamina D no tratamento da hepatite C ao ser utilizada conjuntamente a utilização do interferon peguilado e ribavirina.

Para mais informações acesse Agência de Noticias das Hepatites

segunda-feira, 11 de março de 2013

Importante: Inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir no SUS

Já estão disponíveis no SUS - Sistema Único de Saúde os inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir para os portadores da Hepatite C. 

O documento, liberado pelo Ministério da Saúde, explica e estabelece o "Fluxo para dispensação dos inibidores da protease para tratamento da Hepatite Crônica C no SUS.

De acordo com o documento, as novas drogas serão utilizadas em associação com Alfapeginterferona +
Ribavirina - PEG-IFN + RBV (PR), constituindo, assim, uma terapia tripla (PR + IP), e somente pacientes monoinfectados cronicamente pelo genótipo 1 (um) do HCV e fibrose avançada (Metavir F3 e F4) ou cirrose hepática compensada (escore Child-Pugh ≤ 6).

Para mais informações, o documento está disponível aqui: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nt_conjunta_01_2013_ddahv_daf_ms.pdf

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Consulta no CRT - Santa Cruz

Conforme agendado estive hoje no CRT Santa Cruz para consulta com o médico infectologista. Levei meus últimos e exames e me atualizei sobre a chegada dos novos medicamentos (inibidores de protease). 

Novidades sobre os remédios? Nenhuma! Apenas que está previsto apenas partir de fevereiro/2013. Ele ainda comentou que há pessoas que conseguiram os remédios através do convênio médico particular, mas que foi necessário entrar na justiça. Eu honestamente prefiro não entrar nesse mérito, até porque tenho planos de engravidar ainda neste ano (se Deus quiser!). 

Já faz 6 meses que interrompi o tratamento e estou super bem. Não sinto mais nenhum efeito da Ribavirina e do Interferon e até ganhei peso. 

Com a interrupção do tratamento minha carga viral aumentou para 256.954 Ul/mL / 5,41 Ul em log/mL (o exame anterior estava em 26.457 Ul/mL / 4,42 Ui em log/mL). Os demais exames estão ok e dentro da normalidade.

Incrível como ando tão desencanada e despreocupada com a doença, que até parece até que ela não está dentro de mim. Não sei se isso é bom ou ruim, mas só sei que estou bem e procuro viver da forma mais saudável possível. Não bebo, não fumo e tenho bons hábitos alimentares. Só preciso deixar a preguiça de lado e fazer exercícios. A vida estressante que levava no trabalho acabou! Nesse resto de ano decidi tocar o projeto "minha saúde e meu bem estar". 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C

Mais de 5 mil pacientes serão beneficiados. Ministério lança ainda concurso cultural de prevenção contra hepatites em salões de beleza, estúdios de tatuagem e ação em partida de futebol.

Dois novos medicamentos contra hepatite C serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais modernos e eficazes, o Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento de campanha nacional contra hepatites virais na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília (DF). “Essa é mais uma das atividades realizadas em conjunto com os atores do sistema saúde para romper com o silêncio em relação às hepatites virais no mundo inteiro. Esta é uma doença silenciosa sem sinais ou sintomas e por isso precisamos nos esforçar para ações de prevenção e diagnóstico”, disse Padilha.

O ministro ainda apresentou os dados epidemiológicos mais atualizados das hepatites A, B, C, D e E. Cerca de 33 mil casos de hepatites são notificados anualmente.

Com o tema “As hepatites podem estar onde você menos espera”, a campanha marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, comemorado no sábado (28). Prevê uma série de ações de diagnóstico e prevenção, entre as quais, a ampliação de testes rápidos de diagnóstico e a promoção de um concurso que vai premiar trabalhos artísticos realizados por manicures e tatuadores em unhas e tatuagens com mensagens de prevenção às hepatites. O concurso incentiva boas práticas para prevenção da doença em salões de beleza e estúdios de tatuagens, e divulgação de cartazes e folders orientando a população em diferentes locais e eventos. Os novos medicamentos, direcionados ao tipo C, que devem estar disponíveis no SUS no início de 2013, e fazem parte da classe de inibidores de protease, a mais moderna para combater a doença em todo o mundo. O telaprevir e o boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujo tratamento tem duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente, e têm duração de até 48 semanas.

“Esse é um passo decisivo para o tratamento das hepatites que vai possibilitar aos brasileiros a oportunidade de receber o que há de melhor em relação ao tratamento das hepatites no país”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um mês de tratamento interrompido

Olá!

No último 04/05 fez 1 mês que interrompi o tratamento com o Interferon Peguilado e a Ribavirina.

Todos os dias vasculho a web para buscar informações e novas notícias sobre os inibidores de protease.

Estou aguardando o SUS retornar da greve para descobrir se tenho opções e que caminho deverei tomar daqui pra frente.

No geral, estou bem. Não sei dizer se ainda sinto os sintomas das drogas que tomava, mas meu cabelo ainda cai bastante. Aquela irritabilidade que me consumia há semanas desapareceu, finalmente! Não tive mais insônia e durmo bem. 

domingo, 29 de abril de 2012

Relatório: Inibidores de Protease (Boceprevir e Telaprevir) para o tratamento da Hepatite Crônica C

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Rel_IP_HepatiteC.pdf

Foi publicado agora no mês de Abril de 2012, na página do Ministério da Saúde - Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos um Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação e Tecnologias no SUS - Conitec -01, sobre os Inibidores de Protease (Boceprevir e Telaprevir) para o tratamento da Hepatite C Crônica.

O relatório de 87 páginas, "define os critérios e prazos para a incorporação de tecnologias no sistema público de saúde. Define, ainda, que o Ministério da Saúde, assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias – CONITEC, tem como atribuições a incorporação, exclusão ou alteração de novos medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica", além disso, explica com detalhes o perfil de pacientes que receberão o tratamento com inibidores de protease.

Uma notícia que certamente desagradará a muitos, é que os portadores de fibrose ≤ F2 deverão receber o tratamento convencional (peginterferona + ribavirina). Se não não responderem ao tratamento, devem aguardar o desenvolvimento de novos antivirais.

A indicação de inibidores da protease no SUS considera dois grupos de pacientes: a) retratamento daqueles que não responderam ao tratamento convencional no passado; b) pacientes em seu primeiro tratamento que não atingiram resposta virológica completa avaliada na semana 4 e/ou na semana 12.

De forma geral, na ausência de contra-indicações ao uso de inibidores da protease, sua introdução para o retratamento está recomendada para pacientes que obedecem TODOS os seguintes critérios:

1. Monoinfecção com HCV;
2. Genótipo 1; 3.Fibrose hepática avançada (F3 ou F4) ou evidências por métodos de imagem ou endoscópicas de cirrose;*
4. Doença hepática compensada;
5. Pacientes recidivantes, resposta parcial ou nulos de resposta ao tratamento peginterferona e ribavirina;
6. Ausência de tratamento prévio com IP.

Qualquer um dos inibidores da protease registrados no Brasil (telaprevir ou boceprevir) está indicado para o tratamento de pacientes monoinfectados pelo HCV, Genótipo 1, condicionado ao medicamento de menor custo nas seguintes situações:
1- Pacientes com classificação histológica F3 em retratamento, exceto os nulos de resposta;
2- Pacientes com classificação histológica F3 em seu primeiro tratamento e que não atingem resposta virológica completa na semana 4 e/ou 12, exceto os nulos de resposta.

Em síntese, as indicações para estes medicamentos no SUS são:

1- Telaprevir para pacientes cirróticos, definido por biópsia hepática com classificação histológica F4 ou sinais endoscópicos e/ou de imagem indicando cirrose, que estejam: a) em retratamento ou b) em seu primeiro tratamento não atingindo resposta virológica completa na semana 4 e/ou 12;
2- Telaprevir para pacientes nulos de resposta ao tratamento convencional quer sejam F3 ou F4;
3- Boceprevir como alternativo nas situações descritas nos itens 1 e 2 deste quadro, em caso de intolerância ao telaprevir que exija sua interrupção;
4- Boceprevir ou Telaprevir em pacientes F3 em retratamento ou em seu primeiro tratamento quando não atingem resposta virológica completa na semana 4 e/ou 12. A definição do Ministério da Saúde dependerá de negociação de preço e será escolhido para este grupo o medicamento de custo mais baixo.

O relatório está em .pdf. Para obtê-lo acesse o site do Portal da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Rel_IP_HepatiteC.pdf

sábado, 14 de abril de 2012

Vou ter que esperar mais um pouco...

Imprevistos acontecem, até para se passar em uma consulta com o médico...

Bom, não deu certo meu atendimento no último dia 13/04. O médico do SUS teve um imprevisto e não pode me atender, então vou ter que esperar mais um pouco. 

Uma nova consulta foi reagendada para o dia 26/04.

Depois de duas terríveis semanas após interromper o tratamento, avalio que aquele choque inicial da bombástica notícia de que eu não respondi ao tratamento já passou. Me sinto anestesiada e por incrível que pareça eu nem penso tanto na doença. Por um lado, isso é bom, pois acredito que não ficar se atormentando faz bem para a cabeça, e consequentemente, para o corpo.

Mas não posso deixar de registrar que essas duas primeiras semanas foram muito difíceis para mim. Não sei explicar, mas tive umas reações muito estranhas, que preciso esclarecer logo com o meu médico para saber se é a falta dos remédios ou se foi pelo fato de eu ter começado com o anticoncepcional (estou usando em adesivo). Eu cheguei a pensar também se não era crise de abstinência pela falta da Ribavirina e do Interferon. Senti formigamento e moleza no corpo por quase 3 dias, indisposição total e muitas dores de cabeça. Agora já estou melhor.

Quanto aos outros efeitos, meu cabelos ainda caem muito. Toda vez que os lavo, se vão tufos e mais tufos de cabelos. E quando eu os penteio, lá se vão mais uns punhados. Eu também tenho tido sono agitado e insônia. Já faz tempo que não tenho um sono bom... 

Quanto ao atendimento e a espera do tratamento, eu continuo na expectativa. Todos os dias verifico na internet alguma novidade ou notícias sobre o novo tratamento. É até um pouco desanimador, porque nenhuma novidade é publicada...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sou um "não respondedor"

Hoje foi um dia de muito ansiedade, pois estava louca pra chegar a hora da consulta ao infectologista. Foram 12 semanas de tratamento com o Pegasys e a Ribavirina.

Munida dos exames, cheia de esperanças e de uma resposta positiva, tive infelizmente uma resposta que me deixou muito triste: não respondi ao tratamento. 

Foram 3 meses de muitas expectativas, mas, a Carga Viral não reduziu o suficiente para a continuidade do tratamento. O médico fez as contas e chegou-se a 1,32, sendo que o aceitável é 2,0.

Os resultados:

  • Hepatite C (HCV) - carga viral: 26.457 UI/mL - 4,42 UI em log/mL
  • Transaminase Pirúvica: 28 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 25 U/L

Se comparado ao 1º exame, tive uma redução significativa em todos os valores de referência, mas não o suficiente para continuar com o tratamento.Disse que eu deveria parar com o tratamento, pois não adiantaria continuar. Até porque, o próprio SUS numa auditoria pediria meus exames para comprovar a eficácia do meu tratamento e o suspenderia.

Minhas opções, disse o médico, tratar com o Boceprevir ou o Telaprevir. Esses dois medicamentos ainda não são distribuídos pelo SUS. A ANVISA já os aprovou, e em breve, com previsão ainda para este ano, disse o médico, será distribuído.

Eu deveria começar o tratamento novamente, por 11 meses, com a Ribavirina, o Pegasys, o Boceprevir ou o Telaprevir.

Minhas perguntas foram desde se poderia piorar e ter cirrose (meu grau de fibrose é F3), da demora dos remédios, de quando esses remédios estariam disponíveis, etc.

Disse para eu manter a calma que eu conseguiria, que não era motivo para desespero e que as minhas Transaminases estavam bem controladas. Recomendou que eu fosse ao SUS para conversar com o médico responsável para saber minhas opções e até mesmo saber sobre chegada dessas novas drogas. O médico ressaltou que há uma pressão muito grande por parte dos hepatologistas e infectologista na liberação desses medicamentos. Disse também que há outras opções para conseguir o tratamento com o Boceprevir ou o Telaprevir: entrar na justiça. Eu espero não precisar fazer isso.

Por fim, aproveitei a consulta para tomar a 3ª e ultima dose da vacina para as Hepatites A e B. 

Bom, amanhã inicio uma nova luta em busca da cura. Não desistirei!







terça-feira, 3 de abril de 2012

PCR Quantitativo para Hepatite C e etc.

Acordei cedinho hoje e antes do trabalho fui coletar sangue para os exames:

  • Creatinina
  • Glicose
  • Hemograma
  • PCR Quantitativo para Hepatite C
  • Transaminase Pirúvica - TGP (ALT)
  • Transaminase Oxalacética - TGO (AST)
  • TSH Ultra Sensível 
Na próxima quarta 4, retorno ao infectologista para levar o resultado dos exames. 

Confesso que estou ansiosa, pois o resultado do PCR decidirá a continuidade do tratamento com a Ribavirina e o Pegasys.

Estou muito otimista e esperançosa por um resultado positivo.

Nessa consulta tomarei a 3ª e última dose da vacina para as hepatites A e B. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Décima primeira semana 20 a 26/03/12

Foi uma semana difícil: hotel lotado, provas pra fechar o penúltimo trimestre da pós-graduação, dor de cabeça e nas costas. A queda de cabelos persiste. Como tenho uma vasta cabeleira, não acredito que tenha que tomar uma medida mais drástica. Espero que não.

Está quase chegando o dia de repetir os exames para verificar a eficácia do tratamento. Na sexta 27/03 tomarei a 20ª injeção do Pegasys, e na segunda, 02/04 pela manhã farei os exames.

Estou ansiosa!

Por fim, não vejo de chegar o feriado da semana santa pra descansar.

Décima semana: 16 a 22/03/2012

Semana não muito diferente da anterior.

Continuo percebendo queda de cabelos. O médico já tinha me orientado a evitar tratamentos químicos (tintura e afins), pois a queda era um dos efeitos colaterais.

Já perdi 3 kilos desde que iniciei o tratamento. Não estou fazendo nenhuma dieta especial, apenas cortei o refrigerante (agora só tomo de vez em quando e somente aos finais de semana).

Procuro levar uma vida saudável e não cometo exageros.

Antes do início do tratamento eu corria junto com meu marido. Estava iniciando e evoluindo no tempo, mas quando iniciei o tratamento, dei uma pausa para ver como seriam os efeitos do tratamento. 
Como médico me liberou recentemente, não retomei ainda com as atividades, porque chego tão cansada do trabalho que não tenho disposição pra nada. Isso sem falar que estou sempre com dores de cabeça. Mas eu quero voltar!

Nona semana: 09 a 15/03/2012

Definitivamente o Brasil começa a acordar após o Carnaval.

Eu gerencio um hotel na cidade de São Paulo e já sentimos o país começar a trabalhar. Feiras, congressos, eventos... Dificilmente encontra-se um quarto num hotel na capital. 

Hotelaria é o que sei fazer e onde amo estar. Mas confesso que tem sido cada dia mais difícil suportar o stress. As vezes penso se são os efeitos dos remédios que estão mexendo com minha tolerância e causando uma irritabilidade sem tamanho.

Uma das coisas que venho aprendendo é prestar atenção no meu comportamento. Procuro registrar os efeitos, meu estado de espírito, as sensações, as reações, etc. Muitas dessas sensações eu venho compartilhando aqui, nesse diário.

A dor de cabeça não apareceu nessa semana, mas, em compensação, tenho tido muita moleza no corpo pela manhã. Não dá vontade de levantar da cama de jeito nenhum! 

Meu apetite por dormir vem cada vez mais diminuindo. Sono leve, acordo com por qualquer coisa. Acordar as 10:00/11:00 aos finais de semana? Acabou!

Oitava Semana: 01 a 08/03/2012

Por causa de uma viagem de trabalho, tive que antecipar em 1 dia a injeção. Antes, consultei meu médico que recomendou seguir com regularidade o tratamento e sempre tomar o Interferon no mesmo dia e horário e que 1 dia apenas não teria maiores problemas.

Estou em dúvida se sou ou não afortunada, afinal, não tenho sentido tanto os efeitos do remédios. Mas, ao mesmo tempo, também me preocupa, pois se não sinto os efeitos, é porque os remédios não estão fazendo efeito... 

Bom, são dúvidas da minha cabeça, que prefiro tirar logo mais com o médico. 

Não adianta eu imaginar coisas que não existem! Cada organismo tem uma reação e o médico e os enfermeiros do SUS já me disseram que cada paciente reage diferente. Os sintomas podem vir  no início, no meio, no final do tratamento ou até não vir.  

Essa foi mais uma daquelas semana de stress total motivado pelo trabalho (de novo!). É, eu preciso relaxar mais...

Tive dores de cabeça muito fortes no sábado e no domingo. Tomei alguns comprimidos de paracetamol e  fiquei melhor.
A minha irritabilidade tem me deixado insuportável, a ponto de explodir. São os sintomas da TPM pra somar.
Comecei a perceber queda de cabelo. Quando lago os cabelos, costumo desembaraça-los com um pente no chuveiro. Nunca vi sair tantas mechas. Não está normal. Vou começar a notar melhor.



domingo, 25 de março de 2012

Resultado dos Exames

No dia 29/02 fui com meu marido ao infectologista para que ele explicasse os exames.

Eis os resultados:

  • Glicose: 84mg/dl
  • Creatinina: 0,78mg/dl
  • Ferro: 170 ug/dl
  • Transaminase Pirúvica: 37 U/L
  • Transaminase Oxalacética: 29 U/L
  • Hemograma com Contagem de Plaquetas: tudo ok
  • Hormônio Tireoestimulante: 1,43 uUI/mL
  • Vitamina D: 34,0 ng/mL
  • Hepatite C (HCV) Carga Viral: 62.403 UI/mL - 4,80 UI em log/mL  
Ele explicou que estava tudo Ok, com exceto o da Carga Viral que ainda não havia reduzido significantemente. Explicou ainda que eu deveria repeti-los na 12ª semana do tratamento. A continuidade ou não do tratamento dependerá da redução do "log/mL". 

Ele deixou bem claro que se caso não haja redução para 2 log, eu me enquadraria nos pacientes "não-respondedores", que o tratamento deverá ser descontinuado e outra opção de tratamento deverá ser adotada.

Confesso que meu mundo caiu quando ouvi essa notícia. Claro que ainda havia algumas semanas de tratamento e que eu deveria torcer para que desse certo, afinal era mais uma chance.

A outra opção de tratamento, disse o médico, ainda não existe. As novas drogas como o  Boceprevir e o Telaprevir eram essas opções. Esses medicamentos já foram autorizados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são caros, mas ainda não estão sendo distribuídos gratuitamente pela rede pública. Ele ressaltou que há milhares de pacientes "não-respondedores" a espera desse tratamento.

O Boceprevir e o Telaprevir são inibidores de protease e impedem a replicação do vírus.



Sétima semana: 24 a 29/02/2012

Tive fortes dores de cabeça neste final de semana.

As tensões do trabalho tem me deixado de pavio curto. Penso ser os efeitos dos remédios. A irritabilidade tem estado muito presente nesses últimos dias. Daí, junta a TPM e tudo parece ficar maior...

Sensibilidade a flor da pele: estou muito chorosa.



Sexta semana: 17 a 23/02/2012

Fui caminhar na terça 21. Caminhada leve, de 20 minutos.

Continuo muito estressada com o trabalho.

Tive insônia: acordei as 03:00 e não conseguia mais dormir. Liguei a TV, assisti um filme. Tive fortes câimbras nesta noite.

Dor de cabeça na sexta.