Eu tenho o meu próprio kit. E você?

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Importante: Inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir no SUS

Já estão disponíveis no SUS - Sistema Único de Saúde os inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir para os portadores da Hepatite C

O documento, liberado pelo Ministério da Saúde, explica e estabelece o "Fluxo para dispensação dos inibidores da protease para tratamento da Hepatite Crônica C no SUS.

De acordo com o documento, as novas drogas serão utilizadas em associação com Alfapeginterferona +
Ribavirina - PEG-IFN + RBV (PR), constituindo, assim, uma terapia tripla (PR + IP), e somente pacientes monoinfectados cronicamente pelo genótipo 1 (um) do HCV e fibrose avançada (Metavir F3 e F4) ou cirrose hepática compensada (escore Child-Pugh ≤ 6).

Para mais informações, o documento está disponível aqui: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nt_conjunta_01_2013_ddahv_daf_ms.pdf

Resultados dos meus exames

Já faz quase 1 ano que interrompi o tratamento com a Ribavirina e o Interferon (não houve redução significativa da carga viral). Desde então, periodicamente visito meu infectologista para acompanhamento, e além disso, tenho feito exames para saber como está minha saúde. 

Felizmente tudo está tudo muito bem. A carga viral é algo que sempre oscila. No último exame realizado em Janeiro/2013, estava em: 

271.000 UI/mL 
5,43 log UI/mL 

O meu desejo de ter um bebê antes de recomeçar o tratamento é enorme. Infelizmente algumas coisas mudaram, principalmente no que diz respeito à minha vida profissional. 

Hoje, alguns dilemas me cercam, mas todos eles incluem recomeçar o tratamento somente após eu ter meu bebê. Mas ainda tem o retorno ao mercado de trabalho, atividade na qual não pretendo deixar de lado tão cedo. 

Nós temos sofrido um pouco para tomar dessa decisão, pois afinal de contas não somos mais tão jovenzinhos. Eu, principalmente já cheguei aos 40, e existem alguns riscos para a gravidez tardia. 

Enquanto isso, tenho muito aproveitando meu tempo livre para me cuidar. Pratico exercícios regularmente e mudei consideravelmente meus hábitos alimentares. Uma das mudanças foi a redução do consumo de açúcar, refrigerantes, frituras e gorduras. Confesso que essa mudança contribuiu para muitas melhorias e me sinto 100%. 

Esperamos que Deus nos ilumine e revele o melhor caminho.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Hepatite C terá novas opções de tratamento

23/11/2012 - 04h55
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"


Um novo grupo de medicamentos contra hepatite C pode permitir tratamentos mais curtos e com menos efeitos colaterais, segundo resultados de testes apresentados no Congresso da Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado, realizado em Boston (EUA) no início deste mês.

O combate à hepatite vem sendo reforçado por novas drogas, como os antivirais de ação direta Boceprevir e Telaprevir, que foram aprovados no Brasil em 2011 e devem começar a ser distribuídos na rede pública em 2013.

Os remédios têm como alvo partes do vírus envolvidas em sua multiplicação.
Apesar de apresentarem eficácia alta no combate à infecção (80% de chance de cura), esses dois medicamentos ainda precisam ser administrados junto com a dupla de drogas usada já há anos no combate à doença.

Assim, o boceprevir ou o telaprevir se somam à ribavirina, que controla a multiplicação do vírus causador da doença, e ao interferon, um modulador do sistema imune que evita a resistência ao tratamento.


Editoria de Arte/Folhapress

EFEITOS COLATERAIS

De acordo com o hepatologista Raymundo Paraná, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia), a combinação desses medicamentos causa alterações do paladar, alergias e anemia.

"Cerca de 60% dos pacientes têm anemia. Na maior parte dos casos, é possível administrar isso, mas 5% precisam realizar transfusões."
Uma das vantagens da "terceira geração" de drogas que está em testes agora é a possibilidade de uma terapia feita sem o interferon, fonte de efeitos colaterais debilitantes para os pacientes.

Isso é possível, segundo Paraná, porque os medicamentos novos são mais potentes que o boceprevir e o telaprevir e não permitem que o vírus se torne resistente.

O hepatologista Edison Parise, presidente-eleito da Sociedade Brasileira de Hepatologia, destaca, além da redução dos efeitos colaterais, o tempo menor do tratamento. O boceprevir ou telaprevir são usados por até um ano.

As pesquisas dos novos medicamentos, que devem levar até três anos para entrar no mercado, mostram que os tratamentos podem ser completados em três meses ou em um prazo até menor.
Além disso, diz Parise, o novo esquema vai ser uma opção para os doentes que não respondem mais ao interferon, o que inviabiliza os tratamentos atuais.
Quatro indústrias farmacêuticas têm medicamentos dessa classe em teste. Centros brasileiros foram qualificados para entrar nas pesquisas, mas ainda não conseguiram. Parise (que é professor associado da Unifesp) e Paraná atribuem isso à demora nos trâmites burocráticos.

Ainda estão em avaliação as melhores combinações dos novos antivirais. Parise compara os novos esquemas sem interferon ao coquetel anti-HIV. "Como no coquetel, vamos usar esses inibidores de protease e polimerase, que são remédios complementares, evitando a resistência. A vantagem do HCV em relação ao HIV é que, uma vez que você o erradica, ele não volta."


Pacientes em estado mais grave receberão remédios contra hepatite C

23/11/2012 - 05h02
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
Folha Equilíbrio e Saúde


A rede pública de saúde vai começar a distribuir os antivirais Boceprevir e Telaprevir, aprovados em 2011, para doentes com hepatite C em estágio mais avançado da doença. O Ministério da Saúde estima que cerca de 5.500 pessoas devam se encaixar nos critérios para começar a receber os remédios.

O hepatologista Raymundo Paraná, destaca, no entanto, que o SUS terá de se preparar para administrar os efeitos colaterais que serão apresentados por esses pacientes. Os problemas decorrentes do tratamento são especialmente graves nos doentes com cirrose hepática, mais sujeitos a infecções.

"Os especialistas em hepatologia são escassos e muitos médicos não têm expertise para lidar com pacientes com doença hepática avançada."

O infectologista Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, afirma que os antivirais vão começar a ser distribuídos nos centros que já têm estrutura e profissionais preparados para isso. Depois, a distribuição será ampliada.
No entanto, afirma Greco, espera-se que essa terapia tenha vida curta, porque os novos antivirais que dispensam interferon devem ser aprovados nos próximos anos.

Para ele, é importante que o Brasil participe dos estudos das novas drogas, para preparar os profissionais. A demora na aprovação dos testes, relatada pelos médicos, é sempre uma queixa, diz Greco. "Se os pedidos são feitos em tempo hábil, é possível conseguir aprovação."


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Consulta no CRT - Santa Cruz

Conforme agendado estive hoje no CRT Santa Cruz para consulta com o médico infectologista. Levei meus últimos e exames e me atualizei sobre a chegada dos novos medicamentos (inibidores de protease). 

Novidades sobre os remédios? Nenhuma! Apenas que está previsto apenas partir de fevereiro/2013. Ele ainda comentou que há pessoas que conseguiram os remédios através do convênio médico particular, mas que foi necessário entrar na justiça. Eu honestamente prefiro não entrar nesse mérito, até porque tenho planos de engravidar ainda neste ano (se Deus quiser!). 

Já faz 6 meses que interrompi o tratamento e estou super bem. Não sinto mais nenhum efeito da Ribavirina e do Interferon e até ganhei peso. 

Com a interrupção do tratamento minha carga viral aumentou para 256.954 Ul/mL / 5,41 Ul em log/mL (o exame anterior estava em 26.457 Ul/mL / 4,42 Ui em log/mL). Os demais exames estão ok e dentro da normalidade.

Incrível como ando tão desencanada e despreocupada com a doença, que até parece até que ela não está dentro de mim. Não sei se isso é bom ou ruim, mas só sei que estou bem e procuro viver da forma mais saudável possível. Não bebo, não fumo e tenho bons hábitos alimentares. Só preciso deixar a preguiça de lado e fazer exercícios. A vida estressante que levava no trabalho acabou! Nesse resto de ano decidi tocar o projeto "minha saúde e meu bem estar".