Eu tenho o meu próprio kit. E você?

Eu tenho o meu próprio kit. E você?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dia Mundial das Hepatites Virais 2013

No dia Mundial das Hepatites Virais, o Ministério da Saúde lançou uma companha nacional de comunicação com o tema “Hepatites Virais: sem perceber, você pode ter”. 

Estados e Municípios também se organizaram para uma mobilização de testagem contra as hepatites B e C. A mobilização nacional começou no dia 22 de julho e vai até dia 02 de agosto. 

Composta por um filme de veiculação nacional e três cartazes para públicos específicos, a campanha será veiculada no período de 28 de julho a 31 de agosto. É a primeira vez que as hepatites virais possuem uma campanha de televisão e mais três peças para públicos específicos, além de peças para as redes sociais.

Um dos cartazes será destinado às gestantes e alerta sobre a importância do teste no pré-natal e da vacina para elas e o bebê.

O outro é direcionado aos jovens lembrando a importância do teste e da vacina para a hepatite B.

O terceiro cartaz aborda a população acima de 45 anos, com mensagem sobre a testagem para a hepatite C.

Fazem parte da campanha ainda dois spots de rádio, intervenção nas mídias sociais e um anúncio para profissionais de saúde sobre a universalização da vacina para hepatite B e sobre a recomendação dos testes para hepatites B e C.



Ministério da Saúde amplia acesso à vacina contra hepatite B

julho 29, 2013 - 14:22

Ministério da Saúde amplia acesso à vacina contra hepatite B A partir de agora, pessoas com até 49 anos podem receber a vacina gratuitamente em qualquer posto da rede pública. 

A medida deve beneficiar cerca 150 milhões de brasileiros

O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de vacinação contra a hepatite B. A partir de agora, homens e mulheres com até 49 anos poderão receber a vacina gratuitamente em qualquer posto de saúde. A medida beneficia um público-alvo de 150 milhões de pessoas - 75,6% da população total do Brasil. No ano passado, a idade limite para vacinação gratuita era até 29 anos. 

A vacina é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra a hepatite B e hepatite D. O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que a proteção é garantida quando a pessoa recebe três doses da vacina. A segunda dose deve ser aplicada 30 dias após a primeira e, a terceira, seis meses após a primeira. “Todas as crianças recém-nascidas são vacinadas, mas estamos expandindo a faixa etária a outros grupos visando à eliminação da doença no futuro. Ela é segura, feita com engenharia genética e não tem contraindicação”, ressaltou o secretário. 

A vacina também é oferecida a grupos prioritários, independentemente da faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares, rodoviários, doadores de sangue, profissionais do sexo e coletores de lixo domiciliar e hospitalar. Em 2012, mais de 15,7 milhões de pessoas foram protegidas contra a hepatite B.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Importante: Inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir no SUS

Já estão disponíveis no SUS - Sistema Único de Saúde os inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir para os portadores da Hepatite C

O documento, liberado pelo Ministério da Saúde, explica e estabelece o "Fluxo para dispensação dos inibidores da protease para tratamento da Hepatite Crônica C no SUS.

De acordo com o documento, as novas drogas serão utilizadas em associação com Alfapeginterferona +
Ribavirina - PEG-IFN + RBV (PR), constituindo, assim, uma terapia tripla (PR + IP), e somente pacientes monoinfectados cronicamente pelo genótipo 1 (um) do HCV e fibrose avançada (Metavir F3 e F4) ou cirrose hepática compensada (escore Child-Pugh ≤ 6).

Para mais informações, o documento está disponível aqui: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nt_conjunta_01_2013_ddahv_daf_ms.pdf

Resultados dos meus exames

Já faz quase 1 ano que interrompi o tratamento com a Ribavirina e o Interferon (não houve redução significativa da carga viral). Desde então, periodicamente visito meu infectologista para acompanhamento, e além disso, tenho feito exames para saber como está minha saúde. 

Felizmente tudo está tudo muito bem. A carga viral é algo que sempre oscila. No último exame realizado em Janeiro/2013, estava em: 

271.000 UI/mL 
5,43 log UI/mL 

O meu desejo de ter um bebê antes de recomeçar o tratamento é enorme. Infelizmente algumas coisas mudaram, principalmente no que diz respeito à minha vida profissional. 

Hoje, alguns dilemas me cercam, mas todos eles incluem recomeçar o tratamento somente após eu ter meu bebê. Mas ainda tem o retorno ao mercado de trabalho, atividade na qual não pretendo deixar de lado tão cedo. 

Nós temos sofrido um pouco para tomar dessa decisão, pois afinal de contas não somos mais tão jovenzinhos. Eu, principalmente já cheguei aos 40, e existem alguns riscos para a gravidez tardia. 

Enquanto isso, tenho muito aproveitando meu tempo livre para me cuidar. Pratico exercícios regularmente e mudei consideravelmente meus hábitos alimentares. Uma das mudanças foi a redução do consumo de açúcar, refrigerantes, frituras e gorduras. Confesso que essa mudança contribuiu para muitas melhorias e me sinto 100%. 

Esperamos que Deus nos ilumine e revele o melhor caminho.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Hepatite C terá novas opções de tratamento

23/11/2012 - 04h55
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"


Um novo grupo de medicamentos contra hepatite C pode permitir tratamentos mais curtos e com menos efeitos colaterais, segundo resultados de testes apresentados no Congresso da Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado, realizado em Boston (EUA) no início deste mês.

O combate à hepatite vem sendo reforçado por novas drogas, como os antivirais de ação direta Boceprevir e Telaprevir, que foram aprovados no Brasil em 2011 e devem começar a ser distribuídos na rede pública em 2013.

Os remédios têm como alvo partes do vírus envolvidas em sua multiplicação.
Apesar de apresentarem eficácia alta no combate à infecção (80% de chance de cura), esses dois medicamentos ainda precisam ser administrados junto com a dupla de drogas usada já há anos no combate à doença.

Assim, o boceprevir ou o telaprevir se somam à ribavirina, que controla a multiplicação do vírus causador da doença, e ao interferon, um modulador do sistema imune que evita a resistência ao tratamento.


Editoria de Arte/Folhapress

EFEITOS COLATERAIS

De acordo com o hepatologista Raymundo Paraná, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia), a combinação desses medicamentos causa alterações do paladar, alergias e anemia.

"Cerca de 60% dos pacientes têm anemia. Na maior parte dos casos, é possível administrar isso, mas 5% precisam realizar transfusões."
Uma das vantagens da "terceira geração" de drogas que está em testes agora é a possibilidade de uma terapia feita sem o interferon, fonte de efeitos colaterais debilitantes para os pacientes.

Isso é possível, segundo Paraná, porque os medicamentos novos são mais potentes que o boceprevir e o telaprevir e não permitem que o vírus se torne resistente.

O hepatologista Edison Parise, presidente-eleito da Sociedade Brasileira de Hepatologia, destaca, além da redução dos efeitos colaterais, o tempo menor do tratamento. O boceprevir ou telaprevir são usados por até um ano.

As pesquisas dos novos medicamentos, que devem levar até três anos para entrar no mercado, mostram que os tratamentos podem ser completados em três meses ou em um prazo até menor.
Além disso, diz Parise, o novo esquema vai ser uma opção para os doentes que não respondem mais ao interferon, o que inviabiliza os tratamentos atuais.
Quatro indústrias farmacêuticas têm medicamentos dessa classe em teste. Centros brasileiros foram qualificados para entrar nas pesquisas, mas ainda não conseguiram. Parise (que é professor associado da Unifesp) e Paraná atribuem isso à demora nos trâmites burocráticos.

Ainda estão em avaliação as melhores combinações dos novos antivirais. Parise compara os novos esquemas sem interferon ao coquetel anti-HIV. "Como no coquetel, vamos usar esses inibidores de protease e polimerase, que são remédios complementares, evitando a resistência. A vantagem do HCV em relação ao HIV é que, uma vez que você o erradica, ele não volta."