Eu tenho o meu próprio kit. E você?

Eu tenho o meu próprio kit. E você?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Anvisa registra dois medicamentos contra a hepatite C

Zepatier e Harvoni integram nova geração de drogas que aumenta chance de cura.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou dois novos medicamentos contra a hepatite C: zepatier e harvoni. Ambos integram a nova geração de drogas que bloqueia a replicação do vírus no organismo e possibilita a cura em taxas superiores a 90%.

Zepatier: um dos medicamentos aprovados
Antes da nova geração, pacientes usavam o interferon. O medicamento atuava contra a doença via fortalecimento do sistema imunológico, mas com mais efeitos colaterais que as drogas atuais (anemia, cansaço, depressão, etc) e menor taxa de cura.

O zepatier é a junção de dois outros princípios ativos: o elbasvir e a grazoprevir. Já o harvoni, é a combinação de ledispavir com sofosbuvir. As drogas funcionam contra os quatro genótipos do vírus.

A Anvisa aprovou os medicamentos em solicitação a um pedido do Ministério da Saúde, que solicitou prioridade ao registro de drogas contra a doença.

Saiba mais sobre os novos medicamentos:

Zepatier
Composição: a substância é uma associação dos princípios ativos elbasvir e grazoprevir. Produto: a produção será em forma de comprimido revestido, “na concentração de 50mg de elbasvir e 100mg de grazoprevir”, explica, em nota, a Anvisa.
Indicação: tratamento em adultos da hepatite C crônica (HCC) genótipos 1 ou 4.
Fabricante: MSD International GmbH T/A MSD Ireland.
Importadora: Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., localizada em Campinas (SP).

Harvoni
Composição: a substância é uma associação entre os princípios ativos ledipasvir e sofosbuvir. Indicação: tratamento em adultos com Hepatite C Crônica (HCC) genótipo 1.
Fabricante: Patheon Inc.
Importadora: Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda., localizada em Vargem Grande Paulista (SP).

Fontes: Governo do Brasil, com informações da Anvisa e G1

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sonho realizado: sou mãe - de gêmeos!

Olá, tudo bem?

Após uma pausa de pouco mais de 1 ano, estou de volta.

Peço desculpas pela ausência, mas é que tantas coisas boas aconteceram nesse período - mudei de emprego, a carga de trabalho ficou maior, engravidei, passei um perrengue tremendo no final da gravidez, e por fim, tive dois bebês. Isso mesmo, eu fui agraciada com um casal de gêmeos!

No momento estou em licença maternidade, e o tempinho que me sobrar, contarei ao longo das próximas semanas como foi tudo.

Um grande abraço da Helena

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O sonho de ser mãe

O principal motivo que me levou a adiar o retratamento da hepatite foi o sonho de ser mãe. 

Desde que eu soube em abril/2012 que sou uma "não respondedora" ao tratamento com Ribavirina e Interferon, em comum acordo com meu marido e meus médicos (infectologista e ginecologista), decidimos que eu não voltaria a me tratar até que realizasse o sonho da maternidade. E desde então, é o que eu mais tenho desejado e tentado.

É sabido de que não há empecilhos para gravidez em portadoras de hepatite C. Digamos que deve-se ter um acompanhamento especial, principalmente com relação à carga viral, pois o sangue com altas taxas têm maiores possibilidades de transmitir a doença ao bebê.

Felizmente os resultados dos meus exames sempre apresentaram resultados muito bons, por sinal, até incompatíveis para um grau de fibrose F3 (vide aquiaquiaqui e aqui posts explicando a regressão de F3 para F1).

Além dos dos exames específicos para as enzimas do figado que estavam todos ok, os exames pré-natais para uma gravidez também estavam. Ah! e os do meu marido também.

Assim, não havia empecilho algum para começar os "treinos" para uma gravidez natural. Mas os meses e os anos foram passando e nada! Mas aí vem a realidade para a idade. Os passar dos anos são cruéis nesse aspecto, eu já havia passado há bastante tempo da faixa etária ideal para engravidar naturalmente.

Para estimular os ovários, tomei por alguns meses indutores de ovulação. Me sentia inchada, com mal estar... E ainda sim, nada! A cada ciclo menstrual eu me sentia, triste, frustrada...

Minha ginecologista então recomendou que eu fizesse um exame (horroroso por sinal) para verificar se as trompas poderia estar obstruídas. O tal exame se chama Histerossalpingografia - exame de radiografia usando-se contraste, para verificar as condições anatômicas dos órgãos reprodutores femininos: útero e tubas.

O resultado deu ok, sem alterações, e sem contra indicações para uma gravidez. Então continuei com o indutor de ovulação e os "treinos" programados.

sábado, 4 de outubro de 2014

De F3 para F1

Olá, tudo bem?

Se tem uma coisa que eu não sou é conformada. E se tem outra coisa que eu também sou é persistente e determinada em tudo o que faço.

E assim, lá fui eu correr atrás de respostas.

Pois bem, semana após eu ter entregue as lâminas para revisão histopatológica da biópsia do figado (post aqui), obtive finalmente as respostas que fizeram tudo mudar de rumo.

Munida de todos os exames anteriores + o resultado da revisão da biopsia, voltei ao consultório do Dr. Focaccia, que já sabia do resultado. Ele me contou que o próprio médico que ele recomendou (um grande especialista em fígado, (membro da Sociedade Brasileira de Patologia e Professor Titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) telefonou pra ele e explicou o meu caso.

E o resultado? Bem, melhor do que isso, claro que eu preferiria saber que eu NÃO tenho hepatite C. Mas o que dizer, o que sentir quando você descobre que por uma diferente interpretação de resultados ao invés de uma fibrose grau 3 (F3), você tem na verdade, um grau de fibrose compatível com um F1?

Isso mesmo! Os resultados dos meus exames corroboraram para o grau de fibrose F1. Agora tudo se encaixa perfeitamente, pois nunca tive qualquer tipo de alteração nos exames de nenhum tipo. Tudo, mas tudo mesmo foi sempre normal.

Eis a transcrição do resultado:

Dados Clínicos
- Hepatite C, discrepância de achados clínicos, Fibroscan e histopatologia
- Hepatite crônica em moderada atividade consistente com dados clínicos de infecção pelo VHC.

Estadiamento da Hepatite Crônica:
  • Alterações estruturais: 1
  • Densidade do infiltrado portal: 1
  • Atividade peri-portal: 1
  • Atividade parenquimatosa: 1 
  • Fibrose perivenular/pericelular: 1
Me perguntei há quanto tempo então eu tenho a doença, já que sou um F1? Difícil saber, disse o médico. Ele explicou que de pessoa para pessoa pode variar muito a evolução da doença, devido a uma série de fatores.

Recebi um grande PARABÉNS do Dr. Focaccia, que me desejou saúde, sucesso e que eu levasse uma vida normal. Sobre o tratamento, disse que eu posso esperar, tocar com meus projetos de ter um bebê normalmente, e que mais pra frente os novos tratamento que estão por vir poderão definitivamente curar a hepatite C, sem muitas drogas, e com menos efeitos colaterais.

Ele também recomendou fazer acompanhamentos semestrais pra ver como estão as enzimas do figado, etc., e que eu fizesse exercícios diariamente,

Assim, eu felizmente vou aproveitar mais ainda minha vida e com um fardo e preocupações definitivamente menores.

Em nosso próximo bate papo espero poder compartilhar agradáveis e adoráveis surpresas.

Não desistam nunca, independente de qualquer coisa, situação, circunstâncias...

Um até breve!

Helena  ;)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Regressão da Fibrose Hepática: A investigação

Olá, tudo bem?

Contei aqui o resultado da elastografia que revelou uma regressão da fibrose significativa, ou seja, z-e-r-o, F-0!

Depois disso, foram muitas as dúvidas, até que um leitor do blog me recomendou que eu deveria procurar médicos comprometidos com pesquisa.  

Há três semanas estive em consulta com o Prof. Dr. Roberto Focaccia, médico infectologista. mestre, doutor e livre-docente em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP. 

Levei todos os meus exames, e após longa conversa, na verdade um bate-papo muito agradável, recomendou-me a resgatar as lâminas da biópsia para serem reexaminadas. Ele me recomendou outro médico pesquisador para analisá-las lá no CICAP do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.

Na semana passada resgatei as lâminas e hoje as entreguei no Oswaldo Cruz. Terei o resultado em até 3 dias.

Assim, até eu chegar a tão sonhada cura, eu preciso primeiro de respostas para algumas perguntas.

Um grande abraço e até breve com mais novidades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Resultado da "Enquete sobre a Hepatite C"

Em julho completará 3 anos que eu descobri que tenho hepatite C. De lá pra cá muita eu sempre procuro me manter informada sobre os novos tratamentos, os potenciais de cura, os efeitos colaterais, e claro, saber o que o governo brasileiro tem feito para desburocratizar e facilitar e a entrada dos novos remédios e o acesso mais rápido ao tratamento. 

Minhas dúvidas não pararam por aí. Foi então que eu decidi fazer uma enquete simples e rápida para saber como anda a hepatite C no Brasil, e o perfil dos respondentes.  

A enquete foi publicada neste blog em 12 fevereiro, com respostas coletadas até 03 de junho/14. 

As 120 respostas revelaram que grande parte dessa amostra é composta por mulheres, da minha faixa etária (40 a 49 anos), com genótipo do vírus tipo 1, e que não está em tratamento.

Agradeço a todos que participaram. 

Eis a compilação das repostas.